O secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Padilha (PSDB), assinou ontem, em Florianópolis, junto com o governador Raimundo Colombo e o secretário estadual da educação, Marcos Tebaldi, o contrato para a construção do Cedup
O secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Padilha (PSDB), assinou ontem, em Florianópolis, junto com o governador Raimundo Colombo e o secretário estadual da educação, Marcos Tebaldi, o contrato para a construção do Cedup

 

Zahyra Mattar
Rio Fortuna
 
Uma das maiores obras no setor da educação pública na região começa a sair do papel ainda neste ano. O contrato para a construção do Centro de Educação Profissional (Cedup) de Rio Fortuna foi assinado ontem à tarde, em Florianópolis.
Além da cidade do Vale, o governador Raimundo Colombo (PSD) e o secretário estadual de educação, Marco Tebaldi, assinaram também os contratos para a construção de outras 13 novas escolas. Juntas, representam um investimento de R$ 78.739.364,76.
 
Os recursos são exclusivamente  dos cofres catarinenses. “Todas estas novas instituições começarão com as atividades de ensino médio integral em 2013. Nosso objetivo é atender pelo menos 50% dos alunos catarinenses do ensino médio até 2014", valoriza Tebaldi.
 
O Cedup de Rio Fortuna será edificado em uma área total de 5.529,50 metros quadrados. O serviço será executado pela USS Construção Civil, de Braço do Norte. A empresa venceu a licitação com a proposta de R$ 6.250.064,12.
"Esta é uma obra da região, não de Rio Fortuna. Já no próximo ano iremos elaborar o projeto pedagógico para os cursos, que serão voltados para a agricultura, uma das principais atividades no Vale", antecipa o  secretário de educação da prefeitura de Rio Fortuna, Lindomar Ballmann.
 
Pelo projeto, o prédio deve estar finalizado em 18 meses (até maio de 2013). A obra tem previsão de início nas próximas semanas. O terreno já está terraplenado e já dispõe do básico, como rede elétrica e hidráulica, para a empresa instalar-se.
"Será uma estrutura educacional nunca vista na região. Um local apropriado para a capacitação do nosso futuro: nossos jovens", enaltece o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha (PSDB).
 
 
Ensino integral: matrículas abertas na rede pública
 
Tubarão
 
A menina dos olhos da secretaria de educação do estado é o ensino médio integral. Passar um tempo maior, com qualidade, dentro das salas de aula afastaria adolescentes da criminalidade, ao passo que garante uma educação mais completa. A partir do próximo ano, duas escolas de Tubarão são contempladas com o Ensino Médio Integral no próximo ano. A João 23, no bairro Passsagem, e a Senador Francisco Benjamin Gallotti.
 
As matrículas estão abertas até sexta-feira. A previsão é de que as aulas iniciam às 8 horas e encerrem às 17 horas, com o almoço servido dentro da escola. 
 
A proposta do governo do estado começará a ser aplicada gradativamente. Primeiro, para os alunos da 1ª série. Em 2013, inicia na 2ª série e, em 2014, na 3ª.  
 
“O projeto prevê, além da modificação no currículo escolar, a realização de pesquisas, viagens de campo e outras atividades”, explica a diretora do Gallotti, Eloíse Alano. Os estudantes terão aulas de sustentabilidade e empreendedorismo. 
 
As salas de aula também serão especiais e preparadas para as disciplinas. Em vez dos professores fazerem a troca, os alunos é que migrarão para as salas. Também são previstos laboratórios de química, física e de línguas. “Os alunos serão preparados para a conversação em outros idiomas”, relata Eloíse. O estado deverá enviar, em parcelas, recursos para que as escolas comecem a se preparar para a mudança. Também serão oferecidas oficinas de artes, dança e esportes, além das disciplinas regulares.
 
Cem escolas serão contempladas no estado
O projeto Ensino Médio Integral custará cerca de R$ 130 milhões aos cofres do estado. Ao todo, 100 escolas foram selecionadas. Serão 500 turmas e contemplará 15,5 mil alunos. 
Uma das plataformas do governo do estado é investir na educação de adolescentes, entre 15 e 17 anos. Hoje, 53 mil catarinenses nessa faixa etária estão fora das salas de aula. Outros 71 mil ainda cursam o ensino fundamental. A meta da secretaria da educação do estado é que até 2014 esse fluxo seja corrigido.
A ideia da secretaria a respeito do ensino integrado é de que os alunos possam estudar em uma unidade escolar com boa infraestrutura, com direito a almoço.