Tubarão

Nos últimos anos, tem se observado um aumento significativo na prevalência de obesidade infantil em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 41 milhões de crianças abaixo de 5 anos estejam acima do peso. Vários fatores são relacionados ao desenvolvimento da obesidade. 

Entre os mais comuns estão os fatores genéticos (ambos os pais obesos elevam em 80% o risco de obesidade nos filhos), metabólicos (consumo de alimentos ricos em açúcares simples e gorduras), sedentarismo (aumento do tempo que as crianças destinam em frente às telas, como computadores, videogames e tabletes) ou a combinação desses fatores. Uma pequena parcela dos casos pode ser decorrente de alguma condição médica, como as hormonais ou uso contínuo de medicamentos à base de corticoides. 

A citação acima é da médica endocrinologista pediátrica, Letícia Soares Boing, da Pró-Vida, de Tubarão. Ela observa a importância da prevenção da obesidade infantil e elenca que o problema está associado a outras doenças metabólicas, como a dislipidemia, hipertensão, resistência insulínica e enfermidades cardiovasculares. O excesso de peso tem impacto imediato na aparência e autoestima das crianças e adolescentes. “Crianças obesas ou com sobrepeso estão expostas a estigmas de peso e podem ser vulneráveis a danos psicológicos, como depressão e ansiedade, além de episódios de bullying, isolamento e retraimento social”, alerta a profissional de medicina.