No ano passado, em Tubarão, foram registrados 342 casos de varicela, um de tétano e 16 de leptospirose. A reunião destes casos foi possível por causa da Vigilância Epidemiológica do município, cujo objetivo é cuidar da saúde dos cidadãos e evitar que doenças graves se disseminem.
“Enquanto a Vigilância Sanitária cuida das condições do ambiente, nós cuidamos da saúde das pessoas”, explica a enfermeira responsável pelo setor epidemiológico, Patrícia Zapelini Batista.

Os médicos de Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Hospital Nossa Senhora da Conceição informam ao setor quando existe a suspeita de uma doença contagiosa. A partir deste ponto, é feito um monitoramento dos exames e do paciente. O objetivo é evitar que outras pessoas sejam contaminadas.
A partir da suspeita, é feito um registro no sistema de informação sobre o estado. Quando a doença é contagiosa ou foi confirmada uma epidemia, é intensificado o trabalho de prevenção e vacinação, como ocorreu em 2010 e 2009, com a gripe A.

“Se encontramos um caso de rubéola, tentamos descobrir como a pessoa contaminou-se. Se existe uma vacina, por que houve o contágio?”, explica a enfermeira.
O trabalho não é apenas vigiar Tubarão, e sim também ficar de olho em outros locais. Quando alguma epidemia é registrada no estado, no Brasil ou em algum país vizinho, a Vigilância Epidemiológica é avisada. Os profissionais acionam a equipe da ESF e as campanhas são intensificadas. Tudo para evitar epidemias…

As doenças que mais preocupam a vigilância
Hoje, os maiores problemas enfrentados em Tubarão, ao que se refere a doenças, são leptospirose e hepatite B e C. Com os alagamento frequentes, aumenta a incidência de casos de leptospirose. Até a semana passada, foram oito suspeitos e três casos confirmados em 2011. No ano passado, foram registrados 16 casos.

Outros casos que preocupam os profissionais
Os profissionais da Vigilância Epidemiológica não monitoram apenas a questão das doenças, mas também os casos de agressão, violência contra a mulher ou sexual, tentativas de suicídio. O objetivo é observar se o comportamento da população do município está alterado. Todos estes dados viram estatísticas, para que medidas sejam tomadas posteriormente. “Nosso objetivo não é fazer o trabalho da polícia, mas relatar o caso à secretaria de saúde do estado”, informa a enfermeira Patrícia Zapelini Batista.

Controle de nascimentos
Na vigilância, são cadastrados todos os óbitos e nascimentos por bairro. Com este trabalho, é possível saber onde estão as crianças que nascem no município, e qual a causa maior de mortes dos habitantes. “Em Tubarão, nascem mais meninos. Em média, são 60 nascimentos (de ambos os sexos) e 30 óbitos”, relata a enfermeira responsável pelo setor epidemiológico, Patrícia Zapelini Batista.
Com o trabalho da equipe, foi possível descobrir que as maiores causas de óbitos no município são problemas de hipertensão, diabetes e câncer. “São pelo menos duas mortes relacionadas a qualquer tipo de câncer por semana”, alerta Patrícia. Este estudo é repassado às equipes de Estratégia de Saúde da Família. (ESF).