O atraso nas obras da BR-101 é um dos motivos para a queda da economia no sul do estado. Representantes da Fiesc pedem medidas compensatórias para a região
O atraso nas obras da BR-101 é um dos motivos para a queda da economia no sul do estado. Representantes da Fiesc pedem medidas compensatórias para a região

Criciúma

A adoção de medidas compensatórias para o sul de Santa Catarina, em decorrência dos prejuízos provocados pelo atraso nas obras de duplicação da BR-101, foi discutida durante reunião no fórum parlamentar catarinense, em Criciúma. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, o governo tem uma dívida com o sul do estado.
 
Conforme estudo da federação, a região deixou de gerar o equivalente a R$ 32 bilhões em função da demora nas obras. “Estamos propondo medidas compensatórias para que o sul possa recuperar no menor prazo possível às condições econômicas, voltando a ter o dinamismo que sempre teve”, afirma. 
 
Um estudo realizado pela Unisul, a pedido da Fiesc, mostra que de 2009 a 2012, o norte do estado registrou crescimento econômico de quase 200% superior ao sul. Entre os investimentos prioritários propostos no estudo da federação para acelerar o desenvolvimento regional estão a modernização do porto de Imbituba, a conclusão dos 22 quilômetros restante para a interligação dos 774 quilômetros da BR-285, que liga São Borja, cidade gaúcha que faz fronteira com a Argentina, ao litoral catarinense em Araranguá, bem como a implementação dos equipamentos, estruturas e infraestrutura turística integradas no sul do estado, e o início das obras de interligação da malha ferroviária da Ferrovia Tereza Cristina (FTC) ao norte à malha nacional, e ao sul à malha férrea do estado gaúcho, que forma a ferrovia litorânea.