O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado mundialmente no dia 21 de março, foi criado para chamar a atenção da sociedade para a luta por direitos iguais, bem estar e inclusão dos nascidos com a síndrome. A data (21/03 ou 03/21) partiu da grafia americana ao fazer referência aos 3 cromossomos número 21 que caracterizam esta ocorrência genética. O fato dos portadores apresentarem características físicas típicas e algum comprometimento intelectual não significa que tenham menos direitos e oportunidades. Atualmente, assim como os pais, muitos profissionais da área de saúde e da educação tem lutado contra todas as barreiras impostas a essas crianças.

“Todos os seres humanos são únicos e, como tal, a aprendizagem também, pois é atravessada pelo aspecto da subjetividade, onde está implicado a singularidade do sujeito, ou seja, o tempo, o ritmo e as estratégias de aprendizagem de cada um”,  destaca a psicóloga e psicopedagoga do Complexo Médico Pró-Vida, Sandra Cruz.

A aprendizagem é individual, mas, o espaço onde se aprende é compartilhado, é social. Sendo assim, crianças e adolescentes, com ou sem desenvolvimento atípico, podem e devem estar na escola: este é um dos princípios da Educação Inclusiva.

Quanto a escolarização de pessoas com Síndrome de Down, segure-se que inicie desde bem pequeno, na educação infantil, afim de que as áreas afetiva, cognitiva, social, motora e linguagem, sejam estimuladas.

Algumas estratégias auxiliam a inclusão do aluno com Síndrome de Down:

– Mediador Escolar: ou segundo Professor e ou participar da sala do ARR (Atendimento Educacional Especializado). Sugere-se que, para os pequenos e Ensino Fundamental (conforme o caso), o Mediador Escolar atenda os objetivos de trabalhar a autonomia, a responsabilidade, a inclusão, flexibilizar as atividades de acesso aos conteúdos e, contato com a família;

– Equipe Escolar: levar ao conhecimento de toda equipe que trabalha na escola, informações e orientações de como lidar com o aluno;

– Planejamento Estratégico: deve ser flexível, adaptado ao ritmo, às habilidades do aluno e estimular as competências menos desenvolvidas. Por exemplo, conforme o caso, substituir algumas avaliações por pesquisas, construção de maquetes, etc.

“Oportunizar à criança com Síndrome de Down construir suas relações, ao longo de sua existência, a partir de um contexto familiar e social atento e implicado no seu desenvolvimento e ofertar práticas educacionais na perspectiva de inclusão, pode possibilitar à ela o caso acesso ao Ensino Médio, à graduação e ao mercado de trabalho”, destaca Sandra.

Conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem aproximadamente 300 mil pessoas com Síndrome de Down. Os direitos são assegurados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil com força constitucional e pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI).