Zahyra Mattar
Tubarão

Em novembro do ano passado, o movimento no comércio de Tubarão já era grande. O bom momento da economia brasileira tornou o Natal de 2007 um dos melhores dos últimos anos. Agora, os lojistas lançam mão de promoções, decoram bem as vitrines e capricham no atendimento para reconquistar o cliente, um pouco retraído devido às últimas notícias da economia mundial, a tal crise.

Em Tubarão, ao contrário, a palavra crise não existe. O que vigora é um clima de boas expectativas para a melhor data ao comércio. “Este baixo fluxo de vendas neste mês, quando comparamos ao ano passado, não se deve, acredito, por conta de crise nenhuma. Não vimos isso. O grande vilão mesmo é o tempo. Isto prejudica muito o comerciante porque as pessoas gostam de esperar para ter certeza da compra”, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Walmor Jung Júnior.

De maneira preventiva, porém, o presidente analisa que este será o Natal do presente útil. “Prevemos um incremento de 15% a 20% no próximo mês. Os lojistas estão bem preparados, com bons estoques e de olho nas novidades. Outro ponto positivo é a busca, pelo consumidor, na recuperação do crédito. Muitos usarão o 13º salário para pagar o atrasado e passar o ano tranquilo”, argumenta.

A tendência é que os clientes evitem parcelamentos e que, por outro lado, os lojistas sejam mais criteriosos na concessão do crédito. Um reflexo disso é o crescimento no número de consultas ao SPC, no mês passado, frente aos dados do mesmo período do ano anterior.
No que diz respeito à abertura de vagas de trabalho temporárias, a estimativa é que também haja aumento em Tubarão. A CDL remete incremento de 25% a 30% a mais do que no Natal passado.