Ministro da Fazenda Henrique Meirelles palestrou nesta noite de quarta-feira em Criciúma. Ele veio a cidade, convidado para participar da posse de Moacir Dagostin como novo presidente da Associação Empresarial. Durante o evento, Meireles apresentou números da economia e projetou uma retomada do crescimento com mais consistência a partir dos próximos meses.

“Os empresários voltaram a investir em equipamentos e na ampliação da produção. Isso indica que a economia será retomada. Empresário não projeta investimento se não tiver segurança deste crescimento. Além disso, a compra de bens duráveis tem aumenta consideravelmente e isso é o reflexo da confiança do consumidor. São dois fatores importantes, dois indicadores de que a retomada está ocorrendo”, pontou.

Durante a palestra o Ministro também fez questão de destacar a força da economia de Santa Catarina. Ele fez questão de apresentar dados na geração de emprego e da movimentação econômica. “Ano passado Santa Catarina teve um surpreendente aumento no PIB da ordem de mais de 4%”.

Antes da palestra, logo em sua chegada, ele conversou com a imprensa. Em sua primeira resposta fez questão de ressaltar que o Brasil enfrentou seu maior teste, mas que já saiu da crise. “O Brasil viveu sua maior recessão, uma situação que só tínhamos ideia através dos livros de história, quando liamos sobre a crise de 1929. Mas o Brasil já saiu da crise. O país está crescendo, criando empregos e de fato a atividade econômica está crescendo forte, a inflação a mais baixa desde 98 e a selic é a menor da história. Aos poucos, cada vez mais, a população vai sentir essa melhora”, ressaltou.

Meirelles também falou sobre eleições. Ele admitiu a possibilidade de migrar de partido e disputar a eleição deste ano. “Vamos analisar na hora certa. Até o dia 7 de abril me posicionarei e também, se for o caso, direi o partido. Tenho recebido muitas manifestações, mas levo isso com muita seriedade e com muita vontade de servir o povo brasileiro”.

Momentos antes da chegada do Ministro, um grupo de sindicalistas protestou contra a passagem de Meirelles, tratado como Carrasco dos Trabalhadores.