Uma formação ocorreu próxima ao bairro oficinas.
Uma formação ocorreu próxima ao bairro oficinas.

Karen Novochadlo
Tubarão

Ontem, alguns moradores da região próxima à rua Laguna, no bairro Oficinas, em Tubarão, presenciaram um fenômeno meteorológico, por volta do meio-dia. Uma formação no céu assustou muita gente. Assemelhava-se a um tornado.

Felizmente, não era nada para se preocupar. O fenômeno era uma nuvem funil. Para ser considerado um tornado, como explica o meteorologista Rafael Marques, é necessário que o ‘cone’ chegue ao solo e tenha uma velocidade alta: acima de 100 quilômetros por hora.

As condições climáticas também não favoreciam a formação de um tornado. O tempo deve estar instável, com nuvens bastante carregadas, com tendência a granizo e chuvas fortes. “Hoje (ontem), não tivemos nada na região de Tubarão que pudesse causar um tornado”, explica Rafael. Também é necessário que a nuvem tenha temperaturas diferentes nas partes mais alta e mais baixa.

A nuvem funil foi formada devido a corrente de ventos que vinham em direções opostas. De qualquer forma, não são descartados tornados em Tubarão. De hoje até quinta-feira, o tempo estará instável.

Previsão para esta semana
A semana será úmida, abafada e com chuva frequente em Santa Catarina, devido à influência de um sistema de baixa pressão e uma frente fria que chega ao estado nesta quinta-feira. A chuva concentra-se preferencialmente entre a tarde e a noite. Não se descarta o risco de chuva forte e temporal isolado com rajadas intensas de vento e granizo.

Conforme alerta emitido ontem pelo Ciram, nos próximos dias há condições para alagamentos e deslizamentos em áreas de encosta, devido aos maiores volumes de chuva previstos (entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, ou mais) e a vulnerabilidade do solo, especialmente na região serrana e no litoral.

Chuva volta a castigar Grão-Pará e Orleans
Por volta das 22 horas de domingo, a população do centro de Grão-Pará foi acordada com a forte chuva. No Aiurê, muitos correram às margens do rio. O medo confirmou-se cerca de uma hora e meia depois: o nível começou a subir e a água invadiu casas, especialmente no bairro Cohab.

Somente ontem pela manhã, o estrago realmente pôde ser visto. Barreiras caíram sobre muitas estradas nas estradas, casas cheias de lama, plantações destruídas, pontes sumiram, crateras formaram-se em ruas do centro.

As equipes de transportes e obras foram acionadas às 5 horas para socorrer as comunidades mais atingidas, caso de Aiurê, Ilha Grande, São Camilo e Capivaras. A estimativa da prefeitura é que a recuperação de pontes e estradas ultrapassem R$ 2 milhões. O município ainda não conseguiu fazer o levantamento total porque a chuva não cessa.

Em Orleans, onde a situação da cidade também é preocupante devido às chuvas, praticamente todas as estradas e pontes reerguidas na semana passada, foram novamente levadas pela chuva deste domingo. As comunidades de Barracão, Brusque, Rio das Furnas e Rio Pinheiros são as mais atingidas.