Aulas na rede estadual de ensino poderão ser paralisadas pela segunda vez em menos de uma ano, caso nenhuma proposta de pagamento do piso seja feita aos professores até hoje à tarde. Foto: Gilmar F. Estevan/Banco de Imagens/Notisul
Aulas na rede estadual de ensino poderão ser paralisadas pela segunda vez em menos de uma ano, caso nenhuma proposta de pagamento do piso seja feita aos professores até hoje à tarde. Foto: Gilmar F. Estevan/Banco de Imagens/Notisul

Zahyra Mattar
Tubarão

Após um semana de negociações frustradas, hoje é uma espécie de Dia D para a rede estadual de ensino. É esperado que o secretário de educação, Eduardo Deschamps, apresenta uma nova proposta para ser analisada amanhã na assembleia geral dos professores.

Na semana passada, as conversas giraram em torno de planilhas financeiras. Mas nada de concreto foi mostrado. Caso nada seja levado para a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), a greve está confirmada.
A paralisação começará logo após a assembleia da categoria, marcada para a tarde, em Florianópolis. Os professores reivindicam o reajuste de 22,22%, referente a lei do piso nacional do magistério, e a descompactação da tabela salarial. Estes são dois pontos que os educadores não irão ceder, conforme anúncio feito pelo Sinte, também na semana passada. O estado diz que paga, mas não para todos, e de forma parcelado.

Os professores recusaram esta proposta no dia 15 do mês passado. Os docentes estão em estado de greve desde o fim do movimento deflagrado no ano passado, que durou 62 dias. Foi uma das maiores paralisações já feitas em Santa Catarina nos últimos 20 anos.