Amanda Menger
Tubarão

Esquecer uma nota de dinheiro em uma calça ou camisa e só lembrar quando já está em pedaços, depois que a roupa é lavada, é algo corriqueiro. Com o uso frequente, as notas também se deterioram. Estas situações seriam ‘bobas’ perto do que ocorreu com um tubaronense que viu R$ 4 mil se transformarem em um amontoado de papel picado.

Isso ocorreu depois que o filho do escritor Manoel Alderino de Oliveira picou o dinheiro de quase um ano de aposentadoria. “Meu filho tem esquizofrenia e é aposentado por causa da doença. Nós guardamos o dinheiro porque, de vez em quando, ele lembra e pede. Foi o que ocorreu. Ele pediu o dinheiro para a mãe para comprar um televisor. Depois que a mãe entregou, ele juntou o dinheiro e picou. Com esta atitude dele conseguimos interná-lo novamente no hospital psiquiátrico do Rio Maina”, conta Manoel.

A família, que mora no bairro São Cristóvão, sobrevive do salário de diarista da esposa de Manoel e de pequenos serviços e da venda das poesias do escritor. “O dinheiro da aposentadoria é guardado para quando ele pede, para remédios ou quando há uma necessidade maior”, relata o escritor.

A legislação brasileira prevê que as notas podem ser ‘reconstruídas’, mas alguns itens precisam ser observados. “A nota precisa estar pelo menos 50% inteira para ser reconstituída e ter valor. Além disso, os ‘pedaços’ precisam ser da mesma nota. O importante é que, depois disso, a pessoa faça o depósito em uma conta corrente ou poupança.

Porque assim o banco confere a validade e entrega as notas ao Banco Central, que dá o destino correto. Assim, a pessoa não perde o dinheiro”, explica o gerente de caixas da Caixa Econômica Federal, Fabiano Atanásio.