Jean Carlo Vogel acredita que o setor colocará Santa Catarina na vanguarda da tecnologia no país em poucos anos  -  Foto:Michelle Nunes/Secretaria de Desenvolvimento Sustetável/Divulgação/TudoN
Jean Carlo Vogel acredita que o setor colocará Santa Catarina na vanguarda da tecnologia no país em poucos anos - Foto:Michelle Nunes/Secretaria de Desenvolvimento Sustetável/Divulgação/TudoN

Zahyra Mattar
Florianópolis

Até parece diálogo entre Pinky e Cérebro, os famosos personagens da Warner Bros, mas o caminho do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) de Santa Catarina é este mesmo.

Há alguns anos, o estado percebeu a demanda e viu no segmento um filão mercadológico no Brasil e no mundo. Hoje, Santa Catarina é referência e cresce quase o dobro da média nacional.

Na contramão da desaceleração econômica, o segmento da tecnologia da informação no Brasil deve apresentar alta de 9% a 14% este ano. Por aqui, a expectativa é ainda mais positiva: de 20% a 30%, como nos últimos três anos.
Atualmente, o Brasil é o 5º maior mercado mundial de TI e visa atingir a 3ª posição até 2022. Entre os estados, Santa Catarina não só fez a lição de casa como tratou de criar mecanismos para alavancar a atividade.

“Investir em pesquisa, inovação e desenvolvimento é o caminho que muitos países têm tomado como forma de mudar sua economia, agregando valor a seus produtos e serviços”, destaca o diretor de desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação da secretaria de desenvolvimento sustentável do estado, Jean Carlo Vogel. 

Um dos maiores exemplos é a criação de Centros de Inovação. Atualmente, o estado investe na abertura de 13 unidades, cujo intuito é fomentar a formação de mão de obra e o desenvolvimento de tecnologias em conformidade com a atividade econômica de maior pujança de cada macrorregião.

“Com o projeto dos 13 Centros de Inovação, o governo do estado atua no processo de criação de um ambiente propício para que Santa Catarina alcance novos patamares de competitividade e desenvolvimento, baseados na inovação e no empreendedorismo”, coroa Jean.

Já estão em obras os prédios em Lages, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Chapecó, Joaçaba, Itajaí e Tubarão. Receberão também o projeto as cidades de Criciúma, Joinville, Blumenau, Florianópolis, Brusque e Rio do Sul.

Aqui tem vaga 
Pelo menos mil postos de trabalho devem ser gerados no segundo semestre de 2015 pelo setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) em Santa Catarina. A estimativa é fruto do mapeamento realizado pelo programa Geração TEC, do governo catarinense.

A maior quantidade de vagas está em Joinville (270), Florianópolis (227) e Blumenau (117), cidades que já possuem uma certa tradição neste segmento. Mas locais que começaram a despertar para este nicho também estão com necessidade de mão de obra qualificada.

É o caso, por exemplo, de Lages (71), Criciúma (51), Chapecó (45), Rio do Sul (44), Brusque (41) e Tubarão (40). Encontrar profissionais é um dos maiores desafios do setor, entende o secretário de desenvolvimento econômico sustentável de Santa Catarina, Carlos Chiodini.

“Os números refletem a força e o potencial de crescimento do segmento tecnológico catarinense, mesmo em um contexto de dificuldade econômica como o que o país enfrenta atualmente”, avalia o gestor.

A partir deste mapeamento, o estado também passou a conhecer onde estão as lacunas da demanda por profissionais. O resultado é uma política de qualificação com melhor chance de acerto.

Pequenas gigantes
Dentre as potencialidades de Santa Catarina, encontra-se o fato de que há um elevado número de micro e pequenas empresas – 98% – que marcam a inovação catarinense e posicionam o estado entre os cinco que mais desenvolvem atividades em pesquisa e desenvolvimento.