Para o presidente da Fundação e reitor da Unisul, Ailton Nazareno Soares, a criação da nova escola mostra a preocupação da universidade com os mais diferentes níveis de educação
Para o presidente da Fundação e reitor da Unisul, Ailton Nazareno Soares, a criação da nova escola mostra a preocupação da universidade com os mais diferentes níveis de educação

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
O nome do novo colégio tubaronense, criado por meio de parceria da Fundação Unisul com pais de alunos e funcionários do extinto Colégio Energia, deve ser conhecido na próxima semana. Existe uma votação entre a comunidade interna para definir como a nova escola será chamada.
 
A fase de matrículas na nova instituição já começou. Até o momento, foi cerca de 60% da procura esperada. Os gestores estimam que, a princípio, a escola recebe 700 estudantes, entre ensino fundamental e médio. 
 
Os alunos, que estão em aulas desde o dia 13 de fevereiro, já utilizam o novo material. “A Fundação Unisul adquiriu as apostilas do Sistema Anglo mesmo antes dos estudantes serem matriculados”, conta o secretário executivo  da Fundação Unisul, Fabian Martins de Castro. 
 
Com a gestão da Fundação Unisul, toda a parte financeira será feita através de boletos bancários, como em outras instituições abrigadas pela fundação. 
 
A próxima etapa, após o término do período de matrículas, será a realização dos pagamentos. “Os professores já estavam sem receber os salários”, revela o professor Ronnie Peterson Baasch, coordenador do antigo colégio. 
 
A agregação dos alunos e professores do antigo Colégio Energia de Tubarão, na Fundação Unisul, foi uma causa social. “Isso mostra que estamos preocupados com a educação, nos mais diferentes níveis”, avalia o presidente da Fundação e reitor da universidade, Ailton Nazareno Soares.
 
Pais e professores lutaram por escola 
Com a notícia de que o Colégio Energia em Tubarão havia tomado o mesmos rumo do homônimo de Criciúma, pais e professores decidiram tomar decisões para tentar manter a instituição aberta.
Isso foi após o coordenador, da antiga escola, Ronie Peterson Baasch receber uma ligação de um dos sócios da instituição de ensino. “Recebi uma ligação de que os dois colégios iriam fechar, e que as portas do colégio seriam lacradas”, conta Ronnie. 
Uma reunião com os funcionários e uma assembleia com os professores foram realizadas para definir possibilidades. Pais se engajaram na causa e começaram a conversações com a Fundação Unisul. “É impossível não se sensibilizar com a causa”, afirma o presidente da Fundação e reitor da universidade, Ailton Nazareno Soares.
Com a criação do novo colégio, os alunos poderão utilizar as dependências da Unisul. Foi determinado, no entanto, que os alunos seriam abrigados e os professores mantidos após resolvidas as questões jurídicas com a antiga empresa. Por um pedido dos pais, a escola permaneceu no mesmo prédio. “Os donos do prédio também se sensibilizaram com a causa, o aluguel está quase R$ 2 mil a menos que no ano passado”, afirma o secretário executivo da Fundação Unisul, Fabian Martins de Castro. 
 
Relembre o caso
• Na segunda semana de fevereiro, o Colégio Energia de Criciúma recebeu uma ordem de despejo. A instituição de ensino não estaria pagando os aluguéis desde 2008, o que acarretou em uma dívida de R$ 3,8 milhões.
• Muitos pais foram pegos de surpresa com a decisão. Quase dois mil alunos ficaram sem local para estudar. Para ajudar, algumas escolas receberam estudantes, e uma delas chegou a prorrogar a data de início do ano letivo. 
• Uma nota oficial foi emitida pelo colégio, decretando falência. O diretor, Ugo Accasto, que assinou o documento, argumentou que, desde que assumiu a instituição, em 2006, já haviam dívidas. 
• Além dos patrimônios da escola de Criciúma, conforme a nota emitida, ainda há cerca R$ 2 milhões em cobranças de pais inadimplentes. Esses valores vão colaborar com a reparação dos prejuízos.