Marco Antonio Mendes
Tubarão

Quem procurou a emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, na noite desta sexta-feira, ficou sem ser atendido. O médico-plantonista que ficaria das 19 horas de sexta às 7 deste sábado estava doente e não havia outro para substituí-lo.

A mãe de Carla da Silva Anacleto precisava ser atendida por causa da labirintite. Foi avisada que um médico só poderia consultá-la através do pronto-atendimento, a partir de uma consulta particular. “Se a pessoa chega mal aqui, morre porque não tem médico para atender”, reclamava Carla.

Segundo a vice-diretora do hospital, a Irmã Markelizia, as pessoas com problemas graves, de alguma maneira, seriam atendidas, mesmo que fossem pelo médico que atendia no setor particular.
Entretanto, a afirmação foi contestada por algumas pessoas. Inclusive, a informação era de que o Samu teria que levar os pacientes em estado grave para outro hospital, até mesmo para Criciúma.

“Não há médicos substitutos ou que ficariam em uma reserva para casos como este. Estamos procurando mais profissionais, mas não conseguimos encontrar. Quando vêem que a média é de 110 atendimentos por período, eles preferem não continuar”, justifica a diretora geral do HNSC.