Na semana passada, o Notisul trouxe a informação de que um assessor parlamentar do deputado estadual Jessé Lopes (PSL), de Criciúma, tinha sido exonerado do cargo. O homem foi demitido da função na terça-feira da última semana, por supostamente ter encomendado um trabalho espiritual contra o seu empregador e outras pessoas do meio político.

Os serviços deveriam ser realizados por um pai de santo de Capivari de Baixo. Em suas redes sociais, o integrante de religião matriz africana afirmou que Kiko queria alcançar uma vaga de trabalho no porto de Laguna. Entre os nomes na lista que deveriam sofrer consequências estavam do governador, secretários e deputados estadual e federal, lideranças e assessores políticos. No entanto, segundo o pai de santo, os trabalhos não foram realizados por falta de pagamento.

Conforme os representantes jurídicos do escritório Herculano advocacia, no centro, em Florianópolis, que representam o ex-assessor parlamentar, afirmam que as alegações destacadas pelo líder espiritual apresentam conteúdo criminal pela prática de calúnia e de falsidade ideológica, que visa adquirir notoriedade no meio político. “Vamos tomar todas as medidas judiciais acerca da criminosa exposição midiática que assolou o nosso cliente, inclusive ensejando lamentavelmente o desligamento dele do gabinete do deputado estadual Jessé Lopes na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, no qual exercia o cargo de assessor”.

Os representantes do ex-assessor asseguram que a exoneração ocorreu sem que fosse minimamente oportunizado o contraditório no tocante às inverídicas contratações de trabalho espiritual para supostamente prejudicar o deputado e outros políticos. “Importante destacar que a atitude irresponsável do líder espiritual atingiu não somente a pessoa do nosso cliente. Mas também o seu próprio filho, que fazia uso de sua remuneração como única fonte de renda para tratar a grave, pública e notória doença conhecida como ‘ossos de vidro’, acarretando grande sofrimento por parte da família, que aguarda por justiça”, informou o escritório.