Os proprietários da empresa Rosa Martins recolhem mais de 40 toneladas de lixo reciclável por mês.
Os proprietários da empresa Rosa Martins recolhem mais de 40 toneladas de lixo reciclável por mês.

Karen Novochadlo
Tubarão

O acúmulo de lixo de uma empresa de triagem tem incomodado vários moradores da avenida Getúlio Vargas (beira-rio, margem esquerda). No local, onde também habitam os proprietários, estão amontoadas pilhas de plástico e papelão. Muitos vizinhos reclamam do mau cheiro e da proliferação de insetos.

Para um dos moradores, que não ter o nome revelado, a região não é própria para o funcionamento da empresa Rosa Martins. “A triagem está bem no meio do centro da cidade, próxima de casas”, reclama ele, que também tem medo que o local transforme-se em foco do mosquito da dengue.

Um outro vizinho relata que o cheiro que exala do local é insuportável, principalmente no verão. O morador diz que já teve alergias provocadas pelos produtos liberados na compressão do lixo. Outros vizinhos também têm queixas quanto ao número de insetos.

O proprietário da empresa, Ludimar Silvério Ribeiro, acredita que realiza um trabalho importante para o município. “Por mês, recolhemos entre 40 e 50 toneladas de lixo”, conta. A empresa compra o material de catadores, realiza a triagem e revende a mercadoria para fábricas de Tubarão, São Ludgero e outras cidades.

Ludimar apresentou, à redação do Notisul, comprovantes de desratização e dedetização, feitos em julho. Também mostrou o alvará de funcionamento. A empresa, no mercado há mais de cinco anos, providencia as licenças sanitária e ambiental.
O secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Fabiano Bitencourt, desconhece o problema. E garante que hoje enviará um fiscal para vistoriar o local.