Do Conjunto Universitário III, ela continuou seguindo o carro dos Correios dirigido pelo carteiro até o início do conjunto novamente.

A biomédica, disse que mesmo fazendo sinais e gritando o carteiro não percebia. Ao chegar em um semáforo, a biomédica parou dois carros atrás do carteiro e sinalizou novamente para ele.

“Pensei: ‘Jesus, ele vai levar o presente para o depósito, não pode’. Fiquei com medo. Segui ele pela BR-364, o sinal abriu e o carteiro deu a seta para entrar no Residencial Ipê, aí imaginei que ia conseguir alcançá-lo. Fui na entrada do Ipê todinha tentando ultrapassar ele, mas não conseguia. Ele entrou no residencial e tive que descer do carro para falar com o porteiro do residencial”, contou.

O G1 tentou contato com o coordenador Operacional do carteiro, para tentar descobrir a identidade e falar com ele, mas não obteve sucesso.

‘Comecei a chorar como uma louca’
Já desesperada, achando que não poderia entrar no residencial e perder o motorista de vista, Andrezza disse que desceu do carro chorando emocionada. Ela explicou a história para o porteiro do residencial, que a deixou entrar em busca do carteiro.

“Encontrei ele em uma rua, saí seguindo de novo até parar, quando parou, desci do carro e já comecei a chorar como uma louca. Entreguei o papel para ele, perguntei se tinha sido ele que tinha ido deixar uma encomenda na minha casa e disse: ‘calma, senhora’. Confirmou que tinha sido ele, falei que precisava do presente. Estava em desespero”, acrescentou.

A aventura de Andrezza acabou com final feliz. Após conversar com o carteiro e explicar a situação, o homem pegou o pacote, entregou o comprovante para a mãe e ela voltou para casa com o presente do filho.

“Pedi para tirar uma foto e mostrar para o meu filho o que a mamãe passou. Peguei o presente e voltei para casa chorando”, confessou.

A história de Andrezza viralizou nas redes sociais em uma postagem que ela publicou. Ela contou todo percurso, o nervosismo, e o medo que ficou de não conseguir entregar o presente do filho no Natal.

A biomédica disse que os dois filhos mais velhos, de 5 e 9 anos, passaram a véspera de Natal com a avó paterna, mas que o presente vai ser entregue quando eles retornarem para casa, nesta quarta (25).

“Valeu muita a pena. É uma ansiedade, porque eu estava esperando. Meu outro filho, de 5 anos, também estava ansioso e o presente chegou antes do Natal. Ontem [terça, 24] ele [filho de 9 anos] ligou perguntando se o drone tinha chegado e eu disse que sim, que ele receberia seu presente”, concluiu.