Foto: Reprodução Internet
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Lily Farias

Está prevista para o dia 8 de fevereiro a chegada de um navio com bandeira da Libéria no porto de Imbituba. No site da SCPAR, empresa que administra o porto, indica que o navio passou na cidade de Qingdao, da província de Shandong, que fica a mil quilômetros de Wuhan, epicentro do coronavírus na China e tem como destino Imbituba.

O navio está carregado de minério de ferro e saiu do porto de Qingdao no dia 15 de dezembro. As autoridades da província de Shandong dizem que não há motivo para pânico e está tomando todas as medidas de prevenção. A cidade portuária não registrou nenhum caso suspeito de coronavírus.

Três das maiores cidades da província, entre elas Qingdao, não recebem ônibus que vêm de cidades distantes como Wuhan. 

No porto de Imbituba, todas as medidas de prevenção também estão sendo tomadas. De acordo com o gerente de operações Arsiteu Cavalca, disse que a Anvisa tem um posto permanente no porto e já tem um plano de segurança.

Nota Oficial da SCPAR – Porto de Imbituba
A SCPAR Porto de Imbituba informa que recebeu orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre medidas sanitárias a serem adotadas em pontos de entrada, frente aos casos do Novo Coronavírus (nCoV) no mundo.

A Autoridade Portuária está realizando desde ontem (27) a divulgação dos materiais informativos da agência sanitária (boletim epidemiológico e spots) aos servidores, trabalhadores portuários, prestadores de serviços, operadores e agentes marítimos, através de e-mail, cartazes e grupos de WhatsApp.

Além disso, estará reforçando as ações de prevenção a qualquer vírus, distribuindo dispensers de álcool gel em pontos estratégicos de circulação de pessoas no porto, como portarias, casas de convivência e prédios administrativos.

A SCPAR Porto de Imbituba está em contato direto com o Posto da Anvisa em Imbituba, localizado dentro do próprio porto, e as medidas necessárias à prevenção estão sendo adotadas. Destaca-se que nenhum navio pode atracar ou operar no porto sem a autorização da Anvisa, a qual emite o Certificado de Livre Prática (CLP). Este certificado apenas é concedido pelo órgão interveniente mediante apresentação da Declaração Marítima de Saúde, da lista de viajantes com respectivos locais e datas de embarque e desembarque e possíveis registros de atendimento de bordo, medidas que permitem detectar com antecedência a presença de patologias nos tripulantes.

Havendo qualquer suspeita a bordo, a Anvisa será comunicada e em, seguida, fará os trâmites legais, entre eles, comunicar a vigilância epidemiológica.