Rafael Andrade
Tubarão

Para o aposentado Ermínio Tontini, o Papai Noel não é um personagem comercial e sim uma figura social. Tanto é que o morador do bairro Oficinas, de Tubarão, incorpora o Bom Velhinho há 20 anos e atua em festas e caravanas de Natal de toda a Amurel.
“O contato com as crianças e o brilho que elas produzem nos olhos assim que avistam o Noel é contagiante. Não tenho vontade de parar, não há dinheiro que compense o meu trabalho. Quando visto esta roupa vermelha é para produzir alegria e não para ganhar dinheiro”, pontua Tontini.

Na agenda do Bom Velhinho estão vários eventos sociais. Na última quinta-feira, ele participou da festa de Natal da Associação Edson Filho. Na terça-feira da próxima semana, Tontini será o Noel da festa da Associação dos Diabéticos Infanto-juvenil de Tubarão. Já no dia 18 de dezembro, “Papai Tontini’ integra a ação social da Tractebel Energia, quando 200 cestas básicas serão entregues em Capivari de Baixo.

Histórias emocionantes? Muitas. E Tontini não casa de repeti-las para que se tornem exemplo. “Em um belo dia de Natal, estava em São Ludgero quando caiu uma chuva torrencial. Havia casas alagadas e mesmo assim continuamos nossa missão. Avistei um menino de 7 anos sozinho em um canto. Cheguei e disse: ‘Trouxe um presente para você’. Ele: ‘Não quero presente. Quero um abraço’. Não há dinheiro que pague por isso”, considera ‘Noel Tontini’.

A roupa, a barba e os
admiradores de Noel

A roupa de Papai Noel usada por Ermínio Tontini foi confeccionada por sua filha, Cíntia Tontini. Ela faleceu em 2004, com 28 anos, de leucemia. No ano 2000, Cíntia confeccionou a famosa roupa vermelha, sob medida, especialmente para o pai.
Já a barba é no melhor estilo natural. Tontini não se barbeia há 17 anos. E tudo por conta de Noel. “Só aparo para não pisar em cima dela”, brinca.
O neto de Tontini, Antônio Vagner Tontini Paris, de 6 anos, acompanha seu avô sempre que possível nos eventos de Natal. “Meu vovô faz a alegria da criançada”, conta Antônio, orgulhoso do vô-Noel.