Zahyra Mattar
Tubarão

A avenida Padre Geraldo Spettmann foi aberta em 1999 por conta da construção da nova rodoviária. Há mais de dez anos, é esperada, no mínimo, a pintura da sinalização vertical de trânsito, a construção dos passeios. E por enquanto nada disso será feito. Motivo é o que não falta, ainda que o número de reclamação da população seja grande.
Primeiro: não há como fazer a recuperação do asfalto sem, antes, refazer toda a drenagem da estrada. É muita coisa. Esta é uma parte que somente deverá tornar-se realidade depois de abril.

A avenida integra o projeto da macrodrenagem da Margem esquerda, cujo projeto, avaliado em R$ 4.435.587,97, ainda precisa do aval final da Caixa Econômica. Abril é o prazo final para a liberação da verba, do Ministério das Cidades.
Bom, depois desta parte, vem a recuperação do asfalto e revitalização da estrada, mas aí tem o problema, e este sim é grave, da rodoviária. Parece estranho, mas é isso mesmo. O prédio está mais baixo do que a atual rua, e a recuperação obrigatoriamente visa erguer a padre Geraldo Spettmann antes que ela afunde mais ainda e nunca pare de alagar.

As outras construções às margens da estrada, por exemplo, já foram feitas com um nível acima bastante acentuado. “Hoje, não há projeto, nem recursos. Além de definirmos que tipo de avenida queremos, temos que achar uma solução para a rodoviária e, sinceramente, nem imagino hoje qual será”, lamenta o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura e Tubarão, Nilton de Campos.
Será que a solução não seria a compensação em virtude das obras da BR-101? Seria uma ajuda. Contudo, o recurso que era de Tubarão, por força política, já foi investido em outras cidades do estado. “No governo do ex-prefeito Carlos Stüpp, tentamos buscar este recurso, mas não conseguimos”, lembra Nilton.

Reforminha
O secretário de desenvolvimento urbano confessa que a Padre Geraldo Spettmann não está nos planos do governo no momento, mas prometeu que avaliará a possibilidade de incluir a estrada no cronograma de implantação da sinalização vertical, a fim de proporcionar o mínimo de segurança para quem trafega pela avenida.