Florianópolis

Com veículos incendiados e tiros contra uma delegacia, os ataques da última terça-feira em Florianópolis obrigaram que a Polícia Militar (PM) fizesse uma estratégia para combater tais ações. O  coronel da PM Renato Cruz Júnior afirmou que os criminosos se beneficiaram do “fator surpresa” para realizar os ataques.

— Foi um ataque à esmo, não foi um ataque planejado. O que estamos programando a partir de amanhã (quinta-feira) é intensificar as ações preventivas para trazer segurança à população de bem e ações repressivas voltadas às áreas de risco. Estamos recebendo efetivo de reforço do interior do Estado que vai proporcionar um policiamento mais visível e mais forte na nossa região. 

O coronel Júnior também falou sobre a estratégia adotada nesta madrugada, em que não houve novos ataques. Segundo ele, havia grande chance de mais incêndios a veículos se os policiais concentrassem seus esforços em capturar os suspeitos durante a noite. 

— Infelizmente eles fugiram, mas muitas vezes é preferível dar um passo atrás para evitar que eles continuassem colocando fogo em carro e ônibus, do que a gente forçar a prisão desses elementos e a situação perdurar durante a noite toda. Então é melhor você dar uma afrouxada no policiamento, sem descuidar, para cessar essas atividades e não prejudicar mais a população da cidade.

Outro ponto destacado pelo coronel Júnior foi a apreensão de um fuzil, arma considerada de grosso calibre, pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Essa é mais uma entre as 52 armas apreendidas pela PM em 2018 — que incluem três fuzis, uma submetralhadora, seis pistolas e um revólver apenas na semana passada. 

— É um golpe muito grande pra quem se intitula faccionado. Pra nós é uma vitória muito grande porque são várias armas que estão sendo tiradas da rua para trazer segurança à nossa população.