Carnaval é época de festa e alegria. Contudo, em meio a toda esta empolgação, muitas pessoas esquecem dos cuidados básicos com a saúde. O uso de preservativos é essencial para evitar a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). O foco da campanha de Ministério da Saúde este ano é a mulherada.

O número de casos de Aids em mulheres aumenta a cada ano. Em 1989, eram seis homens para cada mulher contaminada. Em 2009, este número chegou a 1,6 para 1. Durante a folia, medidas simples de prevenção são esquecidas. Lamentavelmente!

“O principal problema enfrentado no carnaval é o excesso de álcool aliado à falta de preservativos e troca grande de parceiros”, alerta a enfermeira do programa Saúde da Mulher de Tubarão, Simone Comin.

Mesmo alguém que teve poucos ou apenas um parceiro tem chances de contrair a doença. Por isso, utilizar o preservativo é imprescindível. “Existem mulheres que se infectam com uma doença sexualmente transmissível na primeira relação”, alerta Simone.

De 1980 até junho de 2010, 592.914 casos de Aids foram registrados no Brasil. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença no país. A taxa de contaminação é de 20 casos a cada 100 mil habitantes. No sul do país, este índice é de 18/100.

Diagnóstico tardio
Um estudo inédito coordenado pelo pesquisador da Universidade São Paulo (USP) Alexandre Grangeiro mostra que 40% da mortalidade de Aids no Brasil está associada ao diagnóstico tardio, o que poderia explicar a pequena redução da taxas de óbito na década. Em 2001, foram registradas 6,4 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2009, o índice foi de 6,2 por 100 mil habitantes. É importante realizar os exames com frequência.

É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Muitas pessoas podem infectar-se com alguma  doença sexualmente transmissível (DST) e não apresentar reações do organismo por semanas, até anos. Portanto, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado.

HPV pode causar câncer
Em alguma época da vida, toda mulher sexualmente ativa tem contato com algum espécie de vírus classificado como papilomavírus humano (HPV). Existem vários tipos. Alguns são mais agressivos e podem levar ao desenvolvimento de um câncer de colo de útero. Toda mulher que desenvolveu um câncer de colo de útero já teve HPV. “O ideal é que o preventivo seja realizado anualmente”, alerta a enfermeira Simone Comin.
Para cada 100 mulheres, são estimados 18 casos de câncer de colo de útero. Em Tubarão, são realizados dez mil preventivos anualmente. Com uma população de 50.134 mulheres (segundo o Censo de 2010), foram registrados 13 casos da doença.

O que é o Caes
Em Tubarão, o Centro de Atendimento Especializado em Saúde (Caes) é a unidade de saúde que faz o atendimento a pacientes com hanseníase, tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como Aids. A equipe é formada por médicos especialistas, enfermeiros, psicólogo, farmacêutico, assistentes sociais e técnicos de enfermagem e de laboratório.
O tratamento e os medicamentos são disponibilizados gratuitamente para os pacientes. Isto é fruto de uma parceria entre governos federal, estadual e prefeitura de Tubarão.

Confira os exames:
Anti HIV: Segunda, terça e quinta-feira – das 7h30min às 10 horas.
• Baciloscopia de escarro (para detecção de tuberculose) – de segunda a sexta-feira.
• PPD – Prova Tuberculinica (Para auxílio no diagnóstico de tuberculose) – segunda, terça e sexta-feira.
• Baciloscopia (para detecção de hanseníase) – Mediante encaminhamento de profissional de saúde.