#Pracegover Foto: na imagem há uma mulher, dois frascos e medicamentos
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A pandemia da Covid-19 há um ano nos confinou, impôs há alguns membros das famílias uma convivência ininterrupta, isolamento social e parou o mundo. Ah, neste período trouxe mazelas gigantescas na área econômica e o desemprego.

Estamos vivendo em busca da sobrevivência, mas para muitos essa situação não tem sido fácil e somente com ajuda de alguns medicamentos antidepressivos, por exemplo, os problemas ‘parecem’ controlados. No ano passado a comercialização de antidepressivos e estabilizadores de humor tiveram um aumento expressivo. O Brasil teve um salto em vendas dessas medicações de 17%, conforme o Conselho Federal de Farmácias.

O médico psiquiatra de Tubarão, Bráulio Escobar, pontua que na região também houve um aumento nos casos de depressão e ansiedade, em casos de patologias psiquiátricas. “Os antidepressivos não servem apenas para a depressão, mas para o tratamento de ansiedade. Devido as incidências que tiveram um grande aumento e consequentemente há o tratamento com essas medicações”, observa.

Sobre a possibilidade de se elevar o número de utilização dessas medicações, o psiquiatra afirma que dependerá muito de como prosseguirá a pandemia. “Será conforme for essa resiliência das pessoas na pandemia. Com está chegando à vacina se espera que esta situação se resolva o mais breve possível. Porém está difícil conseguir as vacinas e isso também em termos de saúde mental ajuda muito. A situação econômica, familiar, estudos, trabalho e a falta de convivência social geraram complicadores enormes, onde essas patologias psiquiátricas se intensificaram. Muitos tinham já tinham intensidade e ela passou a ser ainda maior devido a pandemia”, assegura.

Vale ressaltar que esses medicamentos somente são vendidos sob prescrição médica e que juntamente nesse processo, a população pode ser assistida por um profissional farmacêutico para acompanhar o seu tratamento. A orientação é para que diminua os riscos de intoxicação por medicamentos ou efeitos cruzados com outros, e até certos tipos de alimentos, que muitas das vezes só é identificado por esse profissional.

De acordo com o Jornal da USP, o Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. No Brasil, 5,8% dos habitantes, a maior taxa do continente latino-americano sofre com o problema.

Em relação à ansiedade, o país também lidera, com 9,3% da população. Esse problema engloba efeitos como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7.

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