Carolina Carradore
Tubarão

Deyvid Sotero, 18 anos, e Murilo Rosa da Silva, 22, curtem rap desde a infância. A paixão foi tanta que hoje viraram compositores do ritmo de origem norte-americana. O sucesso dos dois jovens tubaronenses é tanto, que MC D (à esquerda na foto), como é conhecido Deyvid, e MC Tinga (à direita na imagem), nome artístico de Murilo, estão entre os dez finalistas de um dos maiores festivais do gênero do Brasil, o concurso Rap Popular Brasileiro (RPB), promovido pela Central Única de Favela (Cufa), com sede no Rio de Janeiro.

Os garotos disputam a final em Santa Catarina neste sábado. O concurso inicia às 16 horas, em paralelo a etapa estadual da Liga Internacional de Basquete de Rua, no centro de Florianópolis.

O vencedor da fase estadual garante vaga na etapa nacional do festival, em Fortaleza, dia 16 de outubro. O grupo tubaronense Rima Forte, que tem como integrante MC Tinga, também está entre os finalistas.

MC D foi classificado com a música de sua autoria Aperte o Play. De maneira animada, o compositor passa ao público uma mensagem positiva sobre o estilo musical. Com a canção, Santa Catarina é o lugar, o rapper Tinga conquistou uma vaga no RPB estadual. “A letra expressa as qualidades do nosso estado, nossas belezas naturais e de como é bom morar em Santa Catarina”, valoriza o músico.

O grupo Rima Forte concorre o festival com a música Imagine, composta por MC Tinga. A letra fala da importância da amizade, do sorriso e do afeto entre as pessoas.

História do rap no Brasil
O rap chegou ao Brasil no fim dos anos 80 por meio de grupos de periferia que se reuniam na estação São Bento do metrô de São Paulo. Nesta época, as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical violento. Com o tempo, os cantores que surgiram conseguiram mudar esta visão distorcida. A primeira dupla a estabilizar-se no rap brasileiro foi Thaíde e DJ Hum. Alguns anos mais tarde, em 1988, surgiu um dos maiores grupos do rap nacional: os Racionais MC’s.