Amanda Menger
Imbituba*

Dos 47 municípios que decretaram estado de emergência em Santa Catarina, dois são da Amurel: Laguna e Imaruí. Imbituba também deverá entrar na lista a partir de hoje. Uma reunião deverá ser realizada esta manhã entre a vice-prefeita Léa Lopes (DEM) e o prefeito José Roberto Martins, o Beto (PSDB).

Em Imbituba, uma residência desabou no bairro Divinéia. A família está abrigada na casa de parentes. No mesmo bairro, uma outra casa que ameaçava cair foi interditada e três pessoas foram levadas para o centro de convivência na Vila Nova. Já na Volta da Taboa, próximo à Nova Brasília, uma pedra rolou e uma casa acabou soterrada parcialmente. Os seis ocupantes também foram levados para o centro.

“Foi por pouco que não ocorreu uma tragédia. Temos ainda pontos de alagamentos em outros bairros e praias, como a Barra da Ibiraquera e Araçatuba”, relata o coordenador da defesa civil da prefeitura, Anderson Martins.

Em Imaruí, foram registrados diversos pontos de alagamentos que afetaram a malha viária, além de pontilhões que estão em estado precário, o que dificulta o tráfego. Em Garopaba também foram registrados diversos pontos de alagamentos.

Na terra de Anita, o decreto de emergência foi assinado pelo prefeito Célio Antônio (PT) no sábado. Os pontos mais prejudicados com as fortes chuvas dos últimos dias são as comunidades do interior. “Alguns pontos estão interrompidos, como no Sertão da Estiva, Siqueiro. Em Varginha, a situação já esteve pior, a chuva deu uma amenizada hoje (ontem)”, afirma o secretário de obras da prefeitura de Laguna, Patrick Neves.

Uma família precisou sair de casa em Varginha e está abrigada com parentes. Uma equipe da secretaria monitora a situação do município e prepara um relatório que será enviado hoje à defesa civil do estado.

Em Braço do Norte, pontes ficaram debaixo d’água, deixando famílias ilhadas. No centro da cidade, moradores próximos à ponte de acesso ao bairro União e a Grão-Pará, prejudicados pela enchente de 2001, permaneceram em alerta durante a madrugada assustados com o risco de novos alagamentos. “Depois do que passamos em 2001, qualquer chuva forte nos deixa intranquilos”, conta a moradora Jadna Nazário Bittencourt.

*Com informações de Wagner da Silva, de Braço do Norte.