Braço do Norte

O terreno para receber a estação de tratamento de efluentes de Braço do Norte está escolhido. Agora, falta apenas um laudo técnico para afirmar que o local é o ideal. A prefeitura já iniciou a negociação da área junto ao proprietário. O projeto de saneamento é feito através de gestão compartilhada, entre o município e a Casan. O terreno faz parte do investimento para o Sistema Municipal de Coleta de Esgoto e Abastecimento. Hoje, apenas três pontos de Braço do Norte contam com a coleta e fossas sépticas.

Conforme o agente regional da Casan, Ivan Azevedo, vários locais foram vistoriados e, pelas características, a área do antigo CTG foi eleita como a ideal para a implantação do sistema. “Fica retirado da cidade, é próximo ao rio e está em um local mais baixo. Além disso, não precisará de grandes investimentos”, detalha Ivan. Na primeira análise do projeto, seriam gastos cerca de R$ 24 milhões na obra, mas hoje a Casan prevê investimento que pode ultrapassar R$ 30 milhões.
O sistema será dividido em quatro áreas: centro e bairros coligados, Rio Bonito, União e São Januário ao km 2. “Todo o município será contemplado. As obras, mesmo divididas em áreas, poderão ser realizadas simultaneamente”, explica Ivan.

Entre as exigências da prefeitura à Casan, está o cumprimento dos prazos estabelecidos. Caso isso não ocorra, avisa o secretário de governo e cidadania da prefeitura, André Leandro Richter, a gestão compartilhada entre a cidade e a estatal pode não ser renovada. “Caso o cronograma para a concretização de todas as etapas previstas não for satisfatório, o próprio prefeito (Evanísio Uliano – PP – o Vânio) já manifestou que poderá rever o contrato”, estabelece André.

Gestão compartilhada
A concessão de exploração dos serviços de saneamento e esgoto em Braço do Norte para a Casan foi renovada durante as duas administrações do ex-prefeito Ademir Matos (PMDB). Na gestão passada, de Luiz Kuerten (PP), foi feito um aditivo onde a Casan assumiu o repasse, ao município, de um percentual de 10% sobre o valor bruto arrecadado. Até então, a prefeitura recebia em cima do lucro líquido.