Tubarão

Tânia Fogaça, Laura Oppa e Gisele Vargas, o que essas três mulheres da região têm em comum? Elas são professoras, mães, inteligentes, simpáticas, solicitas, queridas e nas vezes que as entrevistei, fiquei maravilhado pelo estilo de liderança que elas possuem.

Tânia é coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), em Tubarão; Laura é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), já Gisele, foi presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão (Sinpaaet). Sempre que pude ter o prazer de entrevistá-las, elas em todos os momentos demostraram amar aquilo que fazem, ser educadoras. Como líderes sabem ser muito fortes sempre e sensíveis quando a ocasião pede.

Nas entrevistas da vida pude perceber que esse trio tem pressa, elas não gostam de ver o tempo passar batido. Tânia, Laura e Gisele querem ser necessárias e querem já! Para elas, o tempo não pode ser desperdiçado. Seja para afazeres importantes ou simplesmente para aproveitar a vida. Viver é importante e essas três fazem questão de deixar bem claro. Ah, também pude perceber que essas mulheres amam, no entanto, nem sempre contam.

Elas estão dispostas a falhar para alcançar o bem comum. Essas ‘meninas’ também estão dispostas a aprender com cada falha. Sabem que os tropeços irão ajudá-las a tomar melhores decisões, que levarão ao sucesso mais tarde. Assumem a responsabilidade por si mesmas e por suas ações. Não ficam esperando pelos outros para tomar uma atitude.

Essas educadoras sabem que fazem a sua própria sorte, que vem do trabalho duro. Realizam mais do que exigem delas. Após terem completado as suas tarefas obrigatórias, não é difícil se disponibilizarem para assumirem projetos que se mostrem desafiadores. Ah, essas mulheres estão mesmo dispostas a assumir o trabalho tedioso que ninguém mais quer fazer, a fim de beneficiar toda a equipe.

Mulheres desafiadoras, incorrigíveis e insuportáveis para muitos. Esse trio de mulheres fortes e o resultado de seus esforços e também dos seus sofrimentos. O bom de conhece-las é saber que esse trio sempre se negou ser vítima e a ser escrava. É muito bom ver que, em situações desafiadoras, as mulheres e mulheres como elas aparecem com toda força para lutar por seu espaço e garantir não apenas os seus direitos, mas o direito de suas categorias.