A Polícia Civil de Maracajá vem desde novembro do ano passado investigando uma mulher suspeita de ter cometido dois furtos em residências no mesmo dia (8 de novembro de 2017), sendo um em Araranguá, no bairro Barranca, e outro em Maracajá, na Vila Beatriz.

Além destes furtos, em fevereiro deste ano, a mulher de 50 anos cometeu mais três crimes em residências no município de Maracajá. Conforme explicaram o agente de Polícia Civil Pedro Cristiano e o delegado Jair Pereira Duarte, ambos da Delegacia de Polícia Civil de Maracajá, nos dois furtos do dia 8 de novembro, a mulher arrombou portas e foi vista com um Gol, de cor vermelha.

Em Maracajá, o veículo chegou a ser filmado nas proximidades da casa furtada, logo após o crime. Em Araranguá, vizinhos viram a mulher entrando no carro e descreveram o mesmo Gol para a polícia. “A princípio, a gente não tinha ideia de quem era a mulher. Em conversa com policiais militares de Maracajá, eles me informaram que haviam prendido uma mulher há alguns meses por furto em residência e que no sistema constava que ela estava com tornozeleira eletrônica”, contou Pedro.

Diante das informações, o delegado Jair solicitou ao Departamento de Administração Prisional – Deap o posicionamento da suspeita no dia 8 de novembro no ano passado, nos horários em que os furtos ocorreram. O posicionamento apontou que, nos horários solicitados, a mulher esteve no bairro Barranca, em Araranguá, e, em seguida, na Vila Beatriz, em Maracajá.

A Polícia Civil também descobriu que o Gol que aparece na filmagem em Maracajá e que testemunhas relataram terem visto em Araranguá, está registrado no nome da suspeita. No último dia 1º de fevereiro, três residências foram furtadas em Maracajá por uma mulher e um homem que estavam em um Fiat, de cor verde, e uma testemunha anotou a placa do veículo.

No dia seguinte, o mesmo veículo foi apreendido em uma perseguição, em Içara, após a suspeita e outro homem terem furtado uma residência naquela cidade. A mulher e o comparsa foram presos e ela foi identificada por uma testemunha, que presenciou o furto no dia 1º de fevereiro, em Maracajá.

Ela já não estava mais com a tornozeleira eletrônica, pois havia arrancado. A mulher se encontra atualmente recolhida no sistema penitenciário, já que contra ela existe sentença transitada em julgado por furto em residência. Ela teve o benefício de cumprir a pena em liberdade, com uso de tornozeleira, cancelado. A Polícia Civil de Maracajá também encaminhou ao Poder Judiciário os Inquéritos Policiais dos cinco crimes de furto cometidos em Araranguá e Maracajá e ela responderá por mais estes crimes.