Karen Novochadlo
Tubarão
 
Os donos de hotéis e estabelecimentos comerciais estão cada vez mais otimistas com esta temporada. Em Laguna, a expectativa é que o faturamento seja 25% maior que o do ano passado. Em Imbituba, a perspectiva é 30% a mais. 
 
No período do Réveillon e Natal, os hotéis ficaram lotados. Para este mês, a previsão também é boa. Os estabelecimentos estão com uma média de ocupação de 70% nos dias de semana. Para sábado e domingo, o percentual deve chegar a 100%.
 
Os bons resultados são fruto dos diferenciais apresentados pela cidade. Peterson Crippa, membro da Associação de Hotéis, Bares e Restaurantes de Laguna, analisa as vantagens em relação a outras cidades: acessibilidade, balneabilidade, preços, etc.
 
"Em Florianópolis, o acesso às praias pode levar horas. Isto não acontece em Laguna", argumenta Crippa.  Nenhum ponto das praias da Cidade de Anita está impróprio para o banho, conforme o último relatório de balneabilidade expedido pela Fatma. "Os preços dos bares e restaurantes são menores", compara. 
 
Em alguns restaurantes de Imbituba, o movimento aumentou 50%. "A temporada começou muito bem e a demanda é grande", comemora o secretário de desenvolvimento econômico e turístico da prefeitura, Antônio Clésio Costa. Os turistas que visitam a região são, em sua maioria, paulistas, gaúchos e argentinos.
 
Pesquisa aponta dificuldades dos donos de restaurantes
Não foi apenas na região de Laguna e Imbituba que aumentou o movimento. No litoral do estado, 50% dos proprietários afirmam que o número de clientes cresceu em 50% entre o período de 18 de dezembro e 2 de janeiro. Os dados são referentes a pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina (Abrasel-SC), realizada nos últimos dias 3 e 4, com 100 restaurantes.  
Dos entrevistados, 25% avaliaram que o movimento neste começo de temporada foi menor e o restante, 25%, disse que foi igual.
A expectativa para os próximos meses é otimista: aproximadamente 69% dos estabelecimentos do litoral norte, sul e centro do estado acreditam que o movimento crescerá ainda mais até o fim do verão, principalmente por causa do tardio Carnaval, que este ano será em março.
Os proprietários apontaram como dificuldades no desenvolvimento do turismo: o trânsito, o preço dos alimentos e a falta da mão-de-obra. A questão do trânsito atrapalha o acesso às praias. A inflação resultou em aumento dos preços dos alimentos e bebidas. E há dificuldade na contratação de trabalhadores.