O escocês Sean Connery morreu aos 90 anos, o que provocou uma série de homenagens a um dos grandes nomes da história do cinema. Um ator elegante e versátil, mas especialmente o primeiro e para muitos o “melhor James Bond de todos os tempos”.

Considerado há alguns anos o “homem mais sexy do mundo” pela revista People, o lendário ator britânico faleceu durante a noite ao lado da família, em sua casa nas Bahamas.

A família anunciou que haverá uma cerimônia privada seguida de um memorial em uma data que será determinada após o fim da pandemia.

Sean Connery se afastou do cinema em 2003, e dividiu nos últimos anos sua vida entre as Bahama, o sul da Espanha e os Estados Unidos. Sua condição de saúde, porém, o impedia cada vez mais de viajar, inclusive quando a justiça espanhola tentou ouvi-lo em uma investigação por corrupção urbanística que envolvia uma de suas antigas propriedades na cidade andaluz de Marbella

“Ele não estava bem há algum tempo”, afirmou o filho Jason Connery à BBC. Aqueles que, como Daniel Craig, seguiram seus passos na pele de 007 lideraram as homenagens ao astro.

“Era um dos verdadeiro grandes do cinema”, afirmou Craig. O longa-metragem mais recente do agente secreto, “007 – Sem Tempo para Morrer”, o qual protagonizou, deixa os fãs na expectativa após dois adiamentos devido à pandemia de coronavírus. A previsão de estreia é abril.

Durante sua longa carreira, Connery recebeu vários prêmios, incluindo um Oscar de ator coadjuvante por seu papel em “Os Intocáveis” (1987), assim como três Globos de Ouro e dois Bafta.

Ele deu vida ao frade William de Baskerville, um detetive medieval inspirado em Sherlock Holmes, na adaptação cinematográfica de “O Nome da Rosa” de Umberto Eco e interpretou o pai de Indiana Jones em “A Última Cruzada”.

Mas para muitos, sempre será lembrado vestido com um smoking, com um martíni ou uma arma em uma das mãos e uma bela mulher na outra como o elegante agente a serviço de Sua Majestade, que interpretou pela primeira vez em “007 Contra o Satânico Doutor No”, de 1962, e em outros seis longas-metragens.

Em 2013, 10 anos após sua aposentadoria, foi escolhido o ator britânico preferido dos americanos. Apenas sua defesa do projeto de independência de sua Escócia natal irritou alguns e, segundo especulações, adiou até o ano 2000 seu reconhecimento pela rainha Elizabeth II como Sir.

“Nossa nação chora por um de seus filhos queridos”, afirmou a primeira-ministra escocesa, a independentista Nicola Sturgeon. “Ele era uma lenda internacional, mas em primeiro lugar era um escocês patriota e orgulhoso”.

Thomas Sean Connery nasceu em 25 de agosto de 1930 em uma família sem recursos da região de Edimburgo e lutou durante parte da vida para sair da pobreza. Ele deixou os estudos muito cedo e entrou para a Marinha aos 16 anos. Ao retornar à vida civil,  trabalhou como professor de natação, pedreiro, caminhoneiro, entregador de carvão, guarda-costas e polidor de caixões.

Também se dedicou ao fisiculturismo, terminando em terceiro lugar no concurso Mister Universo de 1950, antes de iniciar a carreira de ator, na qual marcou seu nome na história da sétima arte.
Fonte: acc/eg/fp/bol.uol/Edição Notisul/Foto: Yuri Cortez/AFP/Divulgação Notisul

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