O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, telefonou para autoridades paraguaias neste segunda-feira (9) para obter mais informações  sobre a situação do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Roberto Assis. Eles foram detidos na sexta-feira (6) em Assunção, portando documentos falsos. 

Ronaldinho e o irmão, que é empresário do ex-jogador, foram flagrados com passaportes paraguaios adulterados logo após chegarem à capital do Paraguai. A informação sobre a ligação foi confirmada pela assessoria do ministro Sergio Moro. O contato foi feito inicialmente apenas para obtenção de informações, e o governo brasileiro destaca que o Paraguai é soberano para tomar decisões de acordo com as suas leis.

No sábado (7), a juíza de plantão Clara Diaz negou o pedido de prisão domiciliar feito pelos advogados de defesa e decretou prisão preventiva de ambos por seis meses. Segundo a Justiça do Paraguai, se a defesa comprovar que os irmãos não representam risco para a sociedade e não teriam planos de fuga para o Brasil, que por lei não extradita seus cidadãos, eles poderiam sair da prisão antes.

Para decretar a prisão, a juíza atendeu o pedido do Ministério Público do Paraguai, que, na quinta-feira (5), havia decidido não abrir processo formal contra o ex-jogador e seu irmão. Dois dias depois, porém, houve a desconfiança de que ambos poderiam deixar o país e, tanto a juíza quanto o Ministério Público acolheram o pedido feito anteriormente pela Procuradoria Geral paraguaia.