Zahyra Mattar
Tubarão

O morador do Centro Municipal de Cultura (CMC), no centro de Tubarão, poderá receber a ajuda que precisa hoje. Ele fez uma casinha de papelão e “reside” em um dos vãos do prédio há 13 dias. Há quase uma semana, o Notisul alerta para o perigo deste ser humano estar ali. Não pelo fato dele representar perigo aos outros, mas a si mesmo. Muitas vezes, ele está transtornado, provavelmente pelo uso de álcool, e pode ser atropelado ou até mesmo morrer por conta do frio.

O caso deste homem mostra como é complicado auxiliar a população de rua. Muitos estão nestas condições porque querem. Repelem qualquer tipo de ajuda. Outros estão com problemas psicológicos e não têm mais noção do mundo à sua volta.
Ontem, o secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, João Batista de Andrade, entrou em contato com a secretaria de assistência social e organizou uma investida, hoje, para tentar convencer o andarilho a receber a ajuda que visivelmente precisa. “Na (secretaria de) assistência social, informaram que hoje (ontem) tentaram falar com ele, mas ele não respondia, não conseguia falar. Amanhã (hoje), um grupo da SAS irá até lá com a Guarda Municipal para tentar convencê-lo a sair dali e aceitar ajuda”, promete Batista.

Ainda que não seja a sua área, Batista explicou ontem, por telefone, que acredita ser este o caminho. Ele concordou que o rapaz tem problemas e prendê-lo não é a solução. “Caso haja alguma reclamação referente à segurança pública, podemos agir. Mas não é isso que ele precisa. Acredito que através da secretaria (de assistência social) seja tudo mais fácil”, pondera o secretário.