Padre Rafael Uliano, pároco de Gravatal, está dentro do santuário dando a benção com a relíquia de Santa Margarida. O objeto contém um pedacinho do osso do corpo da santa

No dia 16 de outubro, a Igreja Católica recorda a memória da santa francesa que percorreu um lindo caminho de intimidade profunda com o coração de Cristo. Hoje é o Dia de Santa Margarida Maria Alacoque.

Uma missa pelos devotos do Sagrado Coração de Jesus e pelos professores acontece no Santuário de Gravatal nesta tarde. A celebração teve início às 15h, conduzida pelo Pe. Paulo Henrique de Lira Santos.

Neste ano, é comemorado os 100 anos da canonização de Santa Margarida Maria Alacoque. Em Gravatal está o Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus. A santa teve a visão de Jesus e lhe foram reveladas as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus.

Na foto destaque, o Padre Rafael Uliano, pároco de Gravatal, está dentro do santuário dando a benção com a relíquia de Santa Margarida. O objeto contém um pedacinho do osso do corpo da santa.

A paróquia possui a relíquia autêntica, com o certificado de autenticidade enviado de Roma, sendo conservada rigorosamente.

Quem foi Margaria Alacoque

Margarida Maria Alacoque nasceu em 22 de julho de 1647, em L’Hautecour, região da Borgonha, na França. Ela foi uma Monja Visitandina (Ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales), e muito conhecida por ter sido vidente do Sagrado Coração de Jesus.

Seu pai Claudio de Alacoque era juiz e tabelião, e morreu quando Margarida ainda era muito jovem. Após a morte do pai, Margarida foi morar com o tio Toussant.

Ela e a mãe Felizberta de Alacoque sofreram muito com essa mudança. Passou necessidade, pois seus parentes não eram generosos e também não lhe permitiam ingressar no convento, como era seu desejo.

Recebeu sua primeira Eucaristia aos 9 anos e, aos 22, a Crisma. Conta-se que, para confessar-se, escrevia seus pecados num papel, para não se esquecer de nada.

Em 24 de junho de 1673, aos 25 anos, Margarida Maria teve sua primeira visão do Sagrado Coração de Jesus, fato que se repetiria por mais dois anos, a cada primeira-sexta feira do mês. Em 1675, nas oitavas de Corpus Christi, Jesus apareceu-lhe então com o peito aberto e coração ferido, fora do corpo. Apontando Seu coração com o dedo, lhe disse: “Eis o Coração que tem amado tanto aos homens, a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento, não recebo senão ingratidão da maior parte deles”.

Nesta ocasião, Margaria Maria já era monja da Ordem da Visitação de Santa Maria, em Paray-le-Monial, há um ano. No fim de sua vida, foi nomeada mestre de noviças e teve também a graça de ver se propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus entre seus próprios opositores que, aos poucos, iam se convertendo.

Por conta de seu testemunho, em 1889, o papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Cerca de 50 anos depois, o papa Pio XII recomendou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus para toda a Igreja, inspirada na festa que os franciscanos já celebravam há algum tempo, desde 1856, com o papa Pio IX.

Margaria Maria foi beatificada em 18 de setembro de 1864, em Roma, pelo Papa Pio IX. Sua canonização aconteceu em 13 de maio de 1920, pelo Papa Bento XV.

Morreu em 17 de outubro de 1690, aos 43 anos, em Paray-le-Monial, também na região da Borgonha, na França. É tida como padroeira e protetora daqueles que sofrem com poliomielite, dos devotos do Sagrado Coração de Jesus e daqueles que perderam seus pais. Sua festa litúrgica foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.

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