Ministro Orlando Silva disse ontem, pelo Twitter, que retorna ao país hoje e quer ir na câmara o mais rápido possível esclarecer as denúncias de irregularidades na pasta.
Ministro Orlando Silva disse ontem, pelo Twitter, que retorna ao país hoje e quer ir na câmara o mais rápido possível esclarecer as denúncias de irregularidades na pasta.

Brasília (DF)

Uma reportagem na edição da revista Veja deste fim de semana afirma que o ministro do esporte, Orlando Silva, participou de um suposto esquema de desvio de dinheiro da pasta.

O policial militar João Dias Ferreira, preso pela Polícia Civil de Brasília no ano passado, afirma que o gestor teria comandando um esquema de desvio de verbas do programa Segundo Tempo, que visa incentivar a prática esportiva entre crianças e adolescentes.

Conforme a revista, o suposto esquema teria desviado cerca de R$ 40 milhões do ministério nos últimos oito anos. Em nota à revista, Silva diz que se trata de uma denúncia “falsa, descabida e despropositada”.

De Guadalajara, no México, onde acompanha a comitiva brasileira nos Jogos Pan-americanos, o ministro utilizou o Twitter para repudiar o teor da reportagem. “As calúnias são reações às medidas que determinei para combater irregularidades identificadas”, argumentou Orlando Silva.

Autor das denúncias na Veja, João Dias Ferreira foi candidato a deputado distrital em 2006. Preso em abril do ano passado, é suspeito de desviar R$ 2 milhões do programa Segundo Tempo por meio de entidades esportivas que ele comandava.

Conforme a revista, a fraude ocorria após o repasse de verbas do programa para organizações não governamentais (ONGs). As entidades, prossegue a denúncia, só recebiam a verba após o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor do convênio.

O partido do ministro também teria sido beneficiado com o esquema e o dinheiro. Segundo a revista a sigla usou os recursos em campanhas eleitorais. O PC do B, aponta a Veja, indicava fornecedores e obtia notas fiscais frias para justificar despesas.