Os trabalhadores da indústria de mineração entrarão em greve desta segunda-feira (24), à meia-noite. A decisão da paralisação ocorreu na manhã deste sábado (22), em assembleia realizada na cidade de Siderópolis, com cerca de 300 pessoas participando. A greve acontecerá nos municípios da região Carbonífera e mais de dois mil mineiros devem aderir ao movimento. 

Segundo o presidente da Federação dos Mineiros do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fetiec), Genoir dos Santos, a greve será gradativa, ou seja, a primeira paralisação acontecerá na Carbonífera Metropolitana de Treviso. “Cerca de 750 trabalhadores trabalham na empresa e vão aderir ao movimento. A greve nesta empresa acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro”, garante.

De acordo com Santos, os trabalhadores estão buscando a unificação dos pisos salariais, plano de saúde, estabilidade pré-aposentadoria, lanche adequado e reajuste 7% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “Nos ofereceram 5.15% de reajuste para o trabalhador que recebe abaixo do piso e 5,88% para os funcionários que recebem o piso salarial, e não foi aceito”, comenta. 

Confira os dias que as empresas deverão aderir à greve: 

Carbonífera Metropolitana – 24, 25 e 26 de fevereiro 

Rio Deserto – 26, 27 e 28 de fevereiro 

Carbonífera Belluno – 2, 3 e 4 de março

Carbonífera Catarinense – 4, 5 e 6 de março 

 “Vamos parar gradativamente. Não serão todas as empresas ao mesmo tempo, porém, se nenhum acordo for fechado, com certeza terá greve geral”, afirma o presidente da Fetiec. 

O Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Extração de Carvão Mineral do Estado de Santa Catarina, Coronel Márcio Cabral, afirma que o Sindicato Patronal continua buscando uma negociação. “Estamos dispostos com a negociação dentro de uma proposta com que se aproxime da realidade nacional, porque o pedido que foi feito pelo sindicato de 7% está fora de qualquer realidade de reajuste salarial do Brasil e a proposta feita pelos empresários é a melhor proposta do país para uma categoria econômica privada com data base no mês janeiro”, declara.

Cabral relata que a paralisação afetará todo o setor econômico da região Sul de Santa Catarina. “Afetará a economia porque deixa de produzir. O prejuízo é para as empresas e também para os trabalhadores”, garante.