O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou a existência de um caso suspeito de coronavírus em Minas Gerais. A possível infectada é uma mulher que viajou para cidade Wuhan, na região central da China, tida como epicentro da doença. Brasil já teve 5 suspeitas descartadas, uma delas em Santa Catarina.

Segundo o Ministro, a paciente – uma estudante de 22 anos – apresenta sintomas compatíveis com o protocolo da enfermidade. Ela disse que não esteve no mercado de peixes local, não teve contato com nenhuma pessoa doente e não procurou nenhum serviço de saúde chinês. Outras 14 pessoas próximas da paciente estão sendo monitoradas. 

“É um monitoramento clínico, que acontece por telefone, whatsapp e visitas para ver se há qualquer elevação de temperatura e sinal de sintoma”, explicou o Mandetta em entrevista coletiva. 

Ao Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Saúde informou, por meio de nota, que a estudante foi internada na última sexta-feira (24) em Belo Horizonte, na UPA Centro-Sul. “Ela será transferida para o hospital Eduardo de Menezes para ser acompanhada. O caso será discutido com o Ministério da Saúde”, diz o texto do comunicado.

 

Na conversa com os jornalistas, Luiz Henrique Mandetta ponderou que não há evidências de que o vírus esteja circulando, mas recomendou que a população evite viajar à China. 

Resultado do teste sai na sexta

Num esforço de tranquilizar a população, Luiz Henrique Mandetta afirmou que o quadro da jovem internada é estável, sem complicações. “Toda a família está ótima”, garantiu o ministro. 

Ele explicou que previsão é de que que a confirmação sobre a contaminação da brasileira saia na sexta-feira (31). O método utilizado para a testagem é chamado de  “metagenômico”, que faz uma espécie de comparação entre vírus, a fim de verificar a presença da modalidade responsável pela epidemia, que já causou a infecção de mais de quatro mil pessoas e matou outras cento e seis na China.