O gerente da empresa Chocolate da Zeza, Mário José Perito, está descontente com o movimento nesta Páscoa. Segundo ele, as vendas não devem alcançar 30% do comercializado no ano passado
O gerente da empresa Chocolate da Zeza, Mário José Perito, está descontente com o movimento nesta Páscoa. Segundo ele, as vendas não devem alcançar 30% do comercializado no ano passado

Angelica Brunatto
Tubarão

 
A semana que antecede a Páscoa, tradicionalmente, é o período de maior movimentação nas vendas, especialmente dos chocolates. Mas neste ano, o setor já amarga prejuízo. Até o fim do mês passado, a expectativa do empresariado era de que o setor vendesse mais do que em 2011. Mas os consumidores resolveram comprar menos. 
 
E isso pode ser comprovado nos supermercados e lojas tradicionais: as prateleiras estão cheias de chocolate. O auxiliar de planejamento e controle de produção, Guilherme Felipe Luciano, gastou o mesmo que no ano anterior.
 
O mesmo fez a técnica fiscal sanitarista, Francisca Cargnin: “As crianças cresceram e, a cada ano, compro menos ovos de chocolate na Páscoa”, relata. E este comportamento pode ser bastante sentido no comércio.
 
“Este ano o movimento foi baixo. Acredito que as vendas devam ser 30% menores do que  no ano passado”, avalia o gerente da empresa Chocolate da Zeza, de Tubarão, Mário José Perito.
 
Para ele, a queda nas vendas é reflexo da data da Páscoa este ano. “A maioria da população vai receber o salário só após o evento”, lamenta Mário. Na loja, a produção foi a mesma de 2011, já que havia a projeção de aumento no movimento. “Até agora vendemos mais embalagens do que chocolates”, revela o gerente.
 
Ainda: diferente do ano anterior, a maior procura nesta Páscoa não são pelos ovos, mas pelas barras e caixas sortidas. A explicação está no preço. O valor pago pela mesma quantidade do produto é significativa, a variação é apenas do formato.
 
Gasto com o coelhinho diminui
A palavra de ordem nesta Páscoa, para os consumidores, é: economia. Segundo um levantamento da Fecomércio, divulgação ontem, os catarinenses passaram a pesquisar os preços antes da compra.
Conforme a entidade, a previsão é que cada pessoa deve gastar, em média, R$ 114,00 com presentes na data. O valor é R$ 20,00 menor do que a médio do ano passado.
A forma de pagamento é predominantemente à vista. Cerca de 65,5% dos entrevistados diz ter optado pelo desconto no pagamento no ato, com dinheiro.