Em conversa com o presidente Michel Temer (MDB) na última sexta-feira (23), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), decidiu deixar o cargo para tentar viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ele sairá da pasta no início de abril e se filiará ao MDB para concorrer às eleições deste ano.

“Já era a intenção dele. Acertamos nesses últimos dias”, afirmou Temer ao jornal O Estado de S. Paulo em rápida conversa por telefone. O presidente disse ainda não ter decidido quem substituirá Meirelles.

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), relatou que a bancada do MDB está muito satisfeita com a ida de Meirelles para o partido. “É um ótimo nome tanto para ser candidato quanto para compor chapa”, informou, sem comentar a reunião entre o ministro da Fazenda e Temer.

Meirelles ingressará no MDB mesmo sem a garantia de que será o principal nome da sigla para o Planalto. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, na conversa com o presidente, o ministro disse saber que não tem a preferência dentro do partido, mas quer tentar se viabilizar até a decisão final do chefe do Executivo, em junho.

Caso não consiga ser o candidato principal da legenda, Meirelles cogita concorrer como vice na chapa de Temer, diz a reportagem.

Ainda de acordo com a Folha, Henrique indicou os nomes dos secretários da pasta Mansueto Almeida (Acompanhamento Fiscal) e Eduardo Guardia (Secretaria-Executiva) para sucedê-lo no comando da Fazenda.

Nesta semana, devem entregar cartas de demissão ainda os ministros Ricardo Barros, da Saúde, e Maurício Quintella, dos Transportes. O primeiro deve tentar se reeleger deputado federal pelo Paraná. Já Quintella, provavelmente, tentará uma vaga no Senado por Alagoas.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, está cotado para assumir a Saúde por indicação do PP. Valter Casimiro, atual diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), deve assumir a pasta de Transportes apadrinhado pelo PR.