Tubarão

A movimentação política para as eleições municipais do próximo ano, em Tubarão, deverá formatar um cenário com importantes representações. Neste contexto, aparece como pré-candidato ao poder Executivo o médico cardiologista e ecocardiografista Cristiano Alexandre Ferreira (MDB).

Formado há 17 anos em Medicina e atuando há dez anos na Cidade Azul, o profissional acredita que é possível fazer ainda mais pela cidade. “A política não era uma aspiração minha, mas vejo que ela é uma forma de mudança social e, se for para contribuir de maneira ativa, quero estar inserido”, prospecta.

Segundo Cristiano, a saúde no município, por exemplo, não funciona de forma adequada. “Não analiso como resolutiva. A forma de gerir as unidades (postos) não é boa. O Centro de Referência, na margem direita, não contempla as condições mínimas necessárias para tratamento de urgência e emergência, dor no peito, infecção generalizada e infarto. Nos ESFs, os exames laboratoriais e de imagem são dificultados. Não tem desfibrador”, alerta.

Para o médico, uma Unidade de Prontoatendimento (UPA), ajudaria e muito a população tubaronense e aqueles que residem na cidade. “Com a UPA, a população seria mais bem assistida e desafogaria a emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Acredito que é necessário aplicar ainda mais em saúde”, assegura.

Cristiano foi diretor técnico do HNSC. Em sua gestão fez duras críticas a alguns dos médicos que trabalham na instituição e que estariam cobrando honorários considerados absurdos pela direção do hospital. Na época, termos como cartéis, máfia e formação de feudo foram usados para definir a atuação dos profissionais que não teriam o perfil de trabalho para atender clientes da rede pública. “Por causa da minha denúncia e da mudança do quadro de profissionais, há 11 processos judiciais contra mim. O que está errado tem que ser dito. Novos profissionais podem e devem ocupar lugares. É ilegal filho, neto e bisneto de pessoas tradicionais ficarem com as vagas. Todos podem ocupar por talento”, detalha. O HNSC negou, à época, todas as denúncias, bem como a associação dos médicos, que processou Cristiano.

O profissional deixou o comando técnico da instituição em fevereiro, e também não fez mais atendimentos no maior hospital do Estado em número de leitos. Ele havia sido impedido de atender seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também de trabalhar em um dos consultórios do HNSC, no entanto, ganhou, na justiça, ainda neste primeiro semestre, o direito de realizar consultas em um consultório dentro da instituição. Recentemente, o HNSC impetrou uma ação, e foi deferido o pedido de afastamento do profissional do hospital. Segundo o médico, no próximo mês ele deverá deixar, novamente, a unidade, e passará a atender para o seu consultório, no bairro Oficinas.