#Pracegover Na foto, médica aparece sorrindo
Foto: Unimed/Divulgação

Sempre se reconheceu a importância da vacinação no controle ou mesmo na erradicação de doenças que, até pouco tempo atrás, eram letais. Na pandemia de Covid-19, o mundo acompanhou com grande expectativa uma verdadeira corrida para a criação de um imunizante que pudesse conter o avanço da doença.

Desde o início do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de quatro vacinas no Brasil: CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen, sendo que, apenas esta última, do grupo Johnson & Johnson, está sendo administrada em dose única.

Até agora, estima-se que aproximadamente 15% da população brasileira já tomou as doses necessárias e é considerada imunizada, totalizando mais de 114 milhões de doses aplicadas.

Para Gigliolle Romancini de Souza Lin, Médica de Família e Comunidade da Unimed Tubarão, o que chama a atenção nesses números, no entanto, é que milhares de brasileiros não retornaram para tomar a segunda dose vacinal. Tal constatação é tão alarmante que chamou a atenção da comunidade médica e científica.

A médica alerta que existem dois grandes problemas ao abandonar o esquema vacinal pela metade: a primeira questão é que o indivíduo parcialmente imunizado pode ter a falsa sensação de estar protegido da Covid-19 e, consequentemente, expor a si e às pessoas de seu convívio ao coronavírus. Outro aspecto, ainda mais preocupante, é o fato de que a aplicação incompleta pode favorecer o surgimento de variantes mais resistentes.

“O pensamento por trás dessas novas versões do coronavírus é a seguinte: uma suposta variante pode não sobreviver em uma pessoa que já está com a vacinação completa e cuja imunidade combaterá totalmente o vírus. Por outro lado, essa mesma variante poderia se replicar e adoecer outra pessoa que tenha tomado apenas uma dose do imunizante”, acentua.

Nesse sentido, Drª. Gigliolle faz um grande apelo à população para que retorne na data prevista para a segunda dose da vacina, visto que, além de aumentar a eficácia da imunidade, a pessoa poderá ficar protegida por muito mais tempo. “Isto porque os laboratórios perceberam, em seus estudos, que a pessoa que recebia uma dose extra do imunizante obtinha uma resposta clínica muito melhor. A título de curiosidade, até a própria Janssen, que foi desenvolvida como vacina de uma dose só, está avaliando os resultados de seu produto, quando aplicado duas vezes”, comenta.

Assim, segundo ela, “reforçamos à população a respeito da necessidade de realizar o esquema vacinal de acordo com cada fabricante, seguindo a orientação das autoridades de saúde locais. Desse modo, as complicações da Covid-19 e, em última análise, o número de mortes, à semelhança do que já ocorreu com a poliomielite e com a varíola por exemplo, podem ser reduzidas drasticamente e nos permitirem sair mais rápido dessa pandemia”, conclui.

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