Após o ápice da pandemia da Covid-19 iniciar, a alta demanda por materiais de uso de proteção individual (EPIs) fez com que diversos itens necessários ficassem escassos no mercado, relatada a falta por diversos fornecedores. Com a impossibilidade de ficar sem os acessórios indispensáveis para os atendimentos, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) decidiu produzi-los e conseguiu ajuda de toda a comunidade. O resultado foi positivo e gerou uma economia de mais de R$ 373 mil para o município nos meses de março e abril, além de fornecer renda para as costureiras locais, que foram contratadas para confeccionar os produtos.

A dificuldade de adquirir os materiais fez com que a FMS iniciasse uma corrida contra o tempo em buscar de produzir os equipamentos para os profissionais de saúde do município. “Solicitamos aos fornecedores tudo o que já tínhamos em licitação, mas eles nos informaram a indisponibilidade de vários itens no mercado. E os que ainda tinham os produtos, diziam que não conseguiriam manter os valores que comprávamos habitualmente, já que o preço de custo para eles também tinha aumentado. Então, tomamos a decisão de confeccionar EPIs que eram viáveis ou que não tinham”, relata a coordenadora do Setor de Planejamento em Saúde da FMS, Simone Hoffmann.

Diversas empresas do município e costureiras autônomas auxiliaram no processo que beneficiou, direta e indiretamente, a todos tubaronenses. “Tivemos a colaboração bem ativa da sociedade. Conseguimos comprar TNT, linhas, tecido hospitalar e mão de obra, além de ganharmos elásticos e corte dos tecidos de empresas parceiras. Agradecemos ao pessoal do Instituto Nossa Família, CDL, City Blue e todos os que auxiliaram, principalmente as costureiras”, relata a coordenadora.

“Essa foi a solução encontrada pelos nossos profissionais da área de saúde. Nós compramos o material, confeccionamos em algumas malharias e o custo desse material, feito aqui em Tubarão, foi muito mais baixo do que seria o preço do mercado. É óbvio que nós continuamos fazendo a compra de alguns materiais, mas o máximo que nós pudermos economizar com a confecção deles para o município, é melhor”, relata o diretor-presidente da FMS, Daisson José Trevisol.

Materiais produzidos

Aventais descartáveis, de manga longa e confeccionados em TNT: custam em média R$ 9,90 no mercado. Na produção caseira, foram feitos 7,2 mil a custo de R$ 4,00, gerando uma economia de R$ 42.480,00 mil.

Máscaras triplas cirúrgicas para uso profissional: custam em média R$ 3,00 no mercado. Na produção caseira, foram feitas 150 mil unidades a custo de 0,86 centavos, gerando uma economia de R$ 321 mil.

Máscaras duplas de TNT para o uso civil: custam em média R$ 1,50 no mercado. Na produção caseira, foram feitas 15 mil unidades a custo de R$ 0,82 centavos, gerando uma economia de R$ 10.200,00 mil.

“Todos os materiais seguiram à risca o recomendado na Resolução – RDC Nº 356, de 23 de março de 2020, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, e tiveram a aprovação do infectologista Dr. Rogério Sobrosa de Melo, que tem sido nosso grande parceiro nas tomadas de decisões no enfrentamento desta pandeia”, complementa Simone.