Carolina Carradore
Tubarão

Desde que foi levantada a possibilidade de se manter a atual estrutura do Presídio Regional de Tubarão para abrigar detentos de menor potencial ofensivo – após a conclusão das obras do novo presídio -, lideranças e membros da comunidade estão atentos. O secretário estadual de segurança pública, Ronaldo Benedet, já garantiu que uma audiência pública será realizada para discutir o assunto.

O novo presídio deve ser inaugurado até fim do ano, no bairro Bom Pastor. Porém, o presidente do Centro Comunitário do bairro Humaitá de Cima, Edoir Schmoeller, anuncia a decisão da comunidade: “De forma alguma iremos aceitar que qualquer sistema prisional permaneça neste local. Isso é um absurdo”, indigna-se.

O Centro Comunitário luta desde 2005 para a retirada do presídio do Humaitá de Cima. “Já arquivamos manchetes de jornais de rebeliões e fugas, fomos à câmara de vereadores e solicitamos uma sessão, e até reunião com o secretário já tivemos”, relata Edoir. E o objetivo da comunidade foi alcançado no dia 25 de maio do ano passado, data em que ocorreu a entrega da ordem de serviço para a compra do terreno onde hoje são executadas as obras do novo presídio.

A sugestão do conselho é transformar o estrutura atual em uma praça de lazer para a comunidade, com a arborização, parquinho para as crianças e campo de futebol. “Isso é um sonho antigo da comunidade e não vamos mais abrir mão dessa conquista. Achamos justo essa doação, pois há anos carregamos essa bomba relógio. Criar uma praça dará uma sensação de liberdade para os moradores”, justifica.