Familiares que perderam parentes em acidentes na BR-101 também engrossaram o movimento para reivindicar agilidade nas obras de duplicação
Familiares que perderam parentes em acidentes na BR-101 também engrossaram o movimento para reivindicar agilidade nas obras de duplicação

 

Zahyra Mattar
Tubarão
 
A preocupação em torno do início das obras de construção da nova ponte de transposição do Canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçuda, em Laguna, ficou mais do que evidente nesta sexta-feira.
 
Famílias que perderam parentes e amigos amados   em acidentes, lideranças políticas, empresárias e moradores mobilizaram-se em protesto para reivindicar agilidade na duplicação do trecho entre Capivari de Baixo e Laguna e a garantia de início da edificação da ponte.
 
Durante 20 minutos, a rodovia ficou fechada devido à manifestação, considerada bastante positiva pelo presidente da câmara de vereadores de Laguna, Everaldo dos Santos (PMDB), um dos organizadores da ação. “O resultado ficou dentro do esperado. Vivemos dias de desespero e tragédia pela falta de obras. Não podemos ficar passivos a isto”, pondera o vereador.
 
Em virtude do protesto, formou-se um congestionamento de aproximadamente 4,5 quilômetros nos dois sentidos da rodovia. Conforme a Polícia Rodoviária Federal em Tubarão, o fluxo de veículos foi normalizado por volta das 17 horas.
Agora, o legislativo de Laguna formará uma comissão com os vereadores, deputados estaduais e federais, com o objetivo de costurar uma audiência com o ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos.
 
A intenção é que este encontro ocorra antes do início do recesso parlamentar, no dia 15 do próximo mês. “O governo federal nos deve explicações. Queremos a obra em andamento”, branda o presidente do câmara.
 
Não há recursos empenhados
Uma das principais reivindicações da região é o início imediato da nova ponte para a transposição do Canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçuda, em Laguna. Conforme o Notisul apurou esta semana, isto será possível, na melhor perspectiva, no fim do próximo ano ou no começo de 2013.
 
Para começar a obra, é preciso antes levantar o canteiro de obras do consórcio Camargo Corrêa/M.Martins/Construbase. O custo é de pelo menos R$ 50 milhões e o tempo para isso de, no mínimo, seis meses.
 
Depois, é necessário dragar um canal de 2,5 quilômetros na Lagoa de Santo Antônio dos Anjos, entre as comunidades de Bananal e Mato Alto, para as balsas poderem acessar o ponto da obra da ponte. Serão mais alguns meses de trabalho para remover 450 mil metros cúbidos de areia.
 
Para fazer tudo isso, são necessárias as licenças ambientais. As da ponte estão a cargo do Ibama. As da dragagem são de responsabilidade da gerência regional da Fatma em Tubarão. O canteiro de obras é função para a Fundação do Municipal do Meio Ambiente de Laguna.
 
Sem licença, a ordem de serviço segue suspensa. Contudo, mesmo que as licenças estivessem em mãos, não há recursos suficientes empenhados. Hoje, no orçamento da União, há R$ 6 milhões reservados à obra.