Wagner da Silva
São Ludgero

Desde o início do ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza um número maior de exames de mamografia aos municípios. Por outro lado, “faltam” mulheres para utilizar as vagas gratuitas a mais para São Ludgero. A diretoria da Rede Feminina de Combate ao Câncer da cidade já demonstra certa preocupação em relação à questão.
Até pouco tempo atrás, a entidade recebia um número insuficiente de exames mensais. Agora, a rede tem à disposição 60 autorizações de exames por mês. Se antes faltavam vagas, agora sobra.

O objetivo do Ministério da Saúde é possibilitar a todas as mulheres acima de 35 anos a realização do exame. Em São Ludgero, contudo, a maioria do público alvo vive na área rural e não têm o hábito de ir ao médico, quem dirá procurar por serviços específicos à saúde feminina.

“Se todas as mulheres fizessem o preventivo de colo uterino anualmente poderíamos reduzir os índices relacionados ao câncer de mama, pois na realização do procedimento a enfermeira também orienta a paciente a realizar o autoexame de mama e a mamografia. Hoje, apesar de haver uma procura regular, sobram cotas. Além disso, percebemos que muitas mulheres não têm consciência da importância do exame”, lamenta a secretária da rede feminina, Franciele Duarte.

Atualmente, a entidade realiza, em média, 40 encaminhamentos por mês. “As 20 autorizações que sobram não ficam acumuladas para o mês seguinte. Com isso, corremos o risco de ter a cota novamente reduzida por conta da baixa procura”, alerta Franciele.