Número faz parte de estudos da Udesc apresentados segunda-feira em Laguna.

Laguna

Uma estatística aponta que a população de botos, que habitam o canal da Barra, na região dos Molhes, Lagoa Santo Antônio e Lagoa do Mirim, está estimada em 53 indivíduos. Os dados foram apresentados na segunda-feira em palestra proferida pelo professor da Udesc Pedro Castilho.

Pelos números coletados, de 1989 a 2015 houve estabilidade no tamanho da população. No entanto, os gráficos apresentados mostram uma pequena redução gradativa. “As projeções indicam altíssima probabilidade de extinção em 50 anos (90% de risco de extinção) se a mortalidade for superior a 10% ao ano”, explica o professor.

As causas das mortes não são precisas nem há somente um responsável por elas. Os fatores vão desde mortes naturais a acidentes. “A questão é que temos informações precisas e pesquisas relacionadas às mortes, mas não temos acompanhamento ideal do número de nascimentos. Foi registrada, por exemplo, alta taxa de natalidade em 2015 e 2016”, diz Castilho.

Quase metade é boto pescador
Segundo as pesquisas da Udesc, por volta de 24 botos cooperam com a pesca. “A boa notícia é que existem, sim, filhotes aprendendo a pescar”, comemora o professor.

Em parceria com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Lagunense de Cultura quer transformar a pesca com auxílio dos botos em patrimônio cultural brasileiro.

Desde 2012, quando se iniciou o monitoramento sistemático dos animais, estão sendo registradas as mortes anualmente. O trabalho foi apresentado no auditório do Iphan durante a palestra Pesca com o auxílio de botos em Laguna: ameaças, pesquisas Udesc e perspectivas futuras.

Número de mortes de botos
2013 – 5 mortes
2014 – 6 mortes
2015 – 1 morte
2016 – 7 mortes (2 não eram locais)
2017 – 4 mortes

Foto: Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Publicado às 8h30min desta quarta-feira (05/04/2017)