Zahyra Mattar
Tubarão
 
A adoção é uma oportunidade na vida de muitas crianças terem uma família de verdade. Contudo, muitos crescem com um vazio por não saberem por que foram abandonados. Apesar de receberem amor e carinho, muitos têm vontade de conhecer a família de sangue.
É mais ou menos este o desejo da frentista de posto Débora Aparecida Medeiros de Souza, 32 anos, moradora do bairro Fábio Silva, em Tubarão. Ela nasceu no dia 12 de fevereiro de 1978, em Cuiabá, no Mato Grosso. Foi adotada por uma família de Capivari de Baixo com apenas dois dias de vida.
“Sou grata por tudo que meus pais adotivos fizeram por mim, mas tenho vontade de conhecer minha mãe biológica. O que contaram foi que ela não tinha condições de me criar, por isso me deu. Não tenho ódio, só queria saber quem ela é e ajudá-la”, afirma Débora.
 
Trabalhadora, com quatro filhos, a frentista não tem muitas informações sobre a mãe. Sabe que o seu nome é Ângela Maria de Souza e ela é índia. Débora também diz que tem irmãos de sangue. Não sabe quantos e onde estão. Todos foram adotados em Cuiabá.
“No começo, eu era revoltado por ter sido abandonada. Hoje entendo a minha mãe. Pelo menos ela não fez aborto ou me jogou no lixo. Tentou dar uma chance para mim. O único que julga é Deus”, desabafa.
 
Os pais adotivos de Débora retornaram para Capivari de Baixo quando ela tinha 8 anos. Ela entendeu que era adotada um ano antes. Desde então, nutre a vontade de um dia encontrar sua mãe e irmãos. “Para Deus, nada é impossível”, acredita.
 
Contatos
Quem souber de alguma informações pode entrar em contato com a Débora, pelo telefone (48) 9648-1726. Quem tiver contatos em Cuiabá pode enviar esta matéria e a foto, disponibilizadas no site do Notisul: www.notisul.com.br.