Wagner da Silva
Tubarão

A prefeitura de Tubarão aguarda para esta semana a liberação dos recursos pela da Caixa Econômica Federal para executar a macrodrenagem. A obra será realizada na margem esquerda do rio. A burocracia tem impedido a liberação do recurso. A equipe da prefeitura e a empresa Pró-Sul realizaram uma readequação no projeto original.
De acordo com o vice-prefeito, Pepê Collaço (PP), a equipe técnica da Caixa alegou ser impossível realizar a obra com R$ 4,9 milhões – R$ 221 mil de contrapartida do município – e solicitou um novo estudo.

Após a apresentação do novo projeto, o valor passou para R$ 6,2 milhões. Com a mudança, Tubarão terá que desembolsar R$ 1,3 milhão de contrapartida. Pepê afirma que a administração tem o recurso. “Como é uma obra de certa forma demorada, teríamos como colocar no orçamento do próximo ano e garantir o recurso. Esperamos apenas o sinal positivo para dar continuidade no processo de licitação e iniciar as obras”, garante.

Ele justifica que as questões burocráticas atrasam projetos semelhantes em outros locais como Palhoça e Criciúma. “Eles firmaram acordo com o mesmo objetivo nosso. O próprio presidente da república reclamou desta questão”, relata.

O projeto prevê a construção de galerias para passagem d’água e 15 caixas de ligação, em uma extensão de 1,49 quilômetro, desde a BR-101 até o Rio Tubarão. O valor garante ainda a construção de três estações elevatórias para desafogar o rio.

O projeto beneficiará cerca de 28 mil habitantes (30% da população de Tubarão), moradores dos bairros Humaitá, Humaitá de Cima, Dehon, Morrotes, Vila Elisa e Centro.

Redragagem do Rio Tubarão
pode ser realizada em etapas

O elevado custo – cerca de R$ 80 milhões – e a dificuldade de conseguir recursos para a execução do projeto de redragagem do Rio Tubarão fazem o executivo municipal estudar outra saída. Uma possibilidade é realizar o trabalho em etapas. Uma nova avaliação reduziu o custo para R$ 50 milhões.

Mesmo com o corte, o vice-prefeito Pepê Collaço (PP) afirma que a administração terá que buscar recursos no governo federal. Até o próximo dia 30, o município fará a inscrição no Ministério das Cidades para tentar viabilizar o recurso.
Pepê acredita que a solução é dividir a redragagem em três etapas. O valor de cada lote seria de R$ 20 milhões e estaria dividido também entre o PAC 2, PAC 3 e PAC 4. “Desta forma, teríamos condições de executar o projeto”, argumenta.

Enquanto o executivo busca recursos com o governo federal, um estudo técnico sobre o impacto da obra no leito do rio é realizado. “O objetivo é avaliar qual o ponto inicial e como a redragagem interferiria nas margens do rio, que não pode ser prejudicada”, alerta Pepê.