A Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Epidemiológica de Taió, no Vale do Itajaí, informou nesta segunda-feira (1º) que um macaco da espécie bugio foi encontrado morto, sob suspeita de febre amarela. Segundo a prefeitura, os indícios preliminares indicam que a morte pode ter sido causada pela picada do mosquito transmissor da doença.

No entanto, a informação ainda não está confirmada, já que não é possível precisar a causa da morte do animal. Policiais ambientais e biólogos foram acionados, e amostras do material genético foram coletadas e encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis. 

A equipe de vacinação do município fará uma ação específica de imunização em todas as casas da localidade de Ribeirão do Ouro, onde o primata foi encontrado. Lembrando que o macaco não é um animal transmissor da febre amarela e sim uma vítima, assim como os seres humanos. Mas a morte desconhecida desses animais indica alerta.

A campanha de vacinação segue no município. Até o momento, segundo a prefeitura, metade da população que precisa da dose foi imunizada. Além das salas de vacina, foram realizadas ações como visitas em empresas, escolas e repartições públicas.

Na quinta-feira passada (28) foi confirmada a primeira morte por febre amarela autóctone (adquirida no próprio município) em Santa Catarina. A Fundação Oswaldo Cruz informou que um paciente de 36 anos, morador Joinville, morreu por causa da doença. O óbito aconteceu no dia 12 de março. O estado não registrava novos casos da doença há mais de 50 anos

Devem se vacinar pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos, sendo que é necessário apenas uma dose para garantir a imunização durante toda a vida. É importante verificar a carteira de vacinação, os que ainda não foram imunizados deve buscar a vacina acompanhados do documento.