Priscila trabalha no Núcleo de Apoio à Saúde da Família  - Foto:Kalil de Oliveira/Notisul
Priscila trabalha no Núcleo de Apoio à Saúde da Família - Foto:Kalil de Oliveira/Notisul

Kalil de Oliveira
Grão-Pará

A má postura é uma inimiga nem sempre percebida pelas pessoas nas diferentes ocupações profissionais. Priscila Melo Tavares, 29 anos, fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) na prefeitura de Grão-Pará, conta que pessoas mais suscetíveis a apresentar problemas são justamente as que mantêm uma jornada de trabalho em ambiente inapropriado.

“A má postura torna o funcionário improdutivo e desmotivado devido aos sintomas que essa falta de adaptação acaba ocasionando, tornando a dor o principal motivo para que o funcionário se encontre em tais condições”, explica.
Os problemas também são encontrados em escolas e universidades. Assim, segundo a especialista, pelo menos 85% das pessoas já sentiu, sente ou sentirá dores nas costas. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com o fim do inverno, quando as pessoas ficam mais encolhidas, os consultórios de fisioterapia já percebem  um volume maior de pacientes. Além disso, como é uma prática cumulativa, muitas vezes as pessoas não percebem que a origem das dores está na má postura. Por conta disso, segundo Priscila, aumenta a prática de automedicação. 

“Não podemos esquecer, a má postura é causada por falta de cuidado das pessoas em relação ao seu próprio corpo, como por exemplo, sentar de maneira errada na hora de dirigir, de sentar-se no sofá ou na cadeira”, destaca.