Wagner da Silva
São Ludgero

As linhas de crédito podem até estar mais próximas da população, mas ainda estão aquém de atingir a classe menos favorecida financeiramente. Por estas e outras questões, pessoas sem poder aquisitivo utilizam o jeitinho brasileiro para adquirir sua moradia e fugir do aluguel, compromisso impossível de ser assumido para uma boa parcela da população.

Este caso é vivido pelos moradores do loteamento Dona Jeordina, em São Ludgero. O local foi praticamente invadido por 27 famílias que não tinham outra opção, senão a de erguer um barraco qualquer para abrigar-se com a família. Hoje, há um processo de embargo da área, elaborado pelo Ibama. O local não poderia ser habitado, pois se trata de um espaço íngreme. Nos dias de chuva, por exemplo, subir e descer o morro é um suplício.

A questão foi levada ao conhecimento da câmara de vereadores, através do vereador José Allein (PMDB). Durante a sessão, a professora Mari Lúcia da Silva Uliano, acompanhada de moradores do local, solicitou o apoio a fim de buscar uma alternativa às famílias. Ela explicou que há quatro anos comprou a área onde mora e recebeu apenas um recibo. Este é o caso de todos os outros. “Não moramos em um local clandestino. Há água encanada e energia elétrica”, avaliou a professora.

Mari Lúcia relatou ainda o sentimento da comunidade. Eles têm medo e sentem-se abandonados. “Não queremos nada de graça, apenas nossa dignidade. Por isso, solicitamos o apoio do legislativo. Acreditamos que este é o melhor caminho para resolver o nosso problema. Pedimos uma solução urgente, antes que alguma tragédia ocorra”, enfatizou.
A câmara garantiu que ajudará a comunidade. O primeiro passo será o agendamento de uma reunião com o executivo. O encarregado de promover o encontro é o vereador Volnei Weber (PMDB).