Agentes do programa de combate à dengue de Capivari de Baixo, profissionais da secretaria de obras da prefeitura e agentes de saúde uniram-se para fazer um pente fino no bairro Três de Maio
Agentes do programa de combate à dengue de Capivari de Baixo, profissionais da secretaria de obras da prefeitura e agentes de saúde uniram-se para fazer um pente fino no bairro Três de Maio

 

Zahyra Mattar
Capivari de Baixo
 
O danado do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, segue à procura de maneiras para se instalar em Santa catarina. Mas, graças ao trabalho, preciso e pontual, das coordenadorias do programa de combate e prevenção à dengue do estado e das cidades, o voador não consegue ficar por muito tempo na área.
 
Mas ele tenta. E a última façanha foi em Capivari de Baixo. Terça-feira, após a visita semanal nas 75 armadilhas espalhadas pela cidade, uma das agentes do programa de combate do município localizou as larvas.
 
A confirmação de que se tratavam do Aedes aegypti chegou ontem, após a análise do material no laboratório da 20ª gerência de saúde em Tubarão. 
 
“Foram dois focos. Um no estabelecimento comercial e outro na residência, que ficam no mesmo terreno”, atesta a coordenadora e supervisora do programa estadual de combate à dengue, Cláudia Ochs.
 
Com isso, a região contabiliza quatro focos do mosquito este ano. Os dois primeiros foram localizados também em armadilhas, dispostas em estabelecimentos comerciais às margens da BR-101, em Jaguaruna. Ambos os casos anteriores foram registrados na véspera do Carnaval, no mês passado.
 
Cláudia chama a atenção para uma situação que pode maximizar a proliferação do mosquito. Ontem, durante a varredura  no bairro para eliminar possíveis outros focos, a quantidade de lixo observada nas residência era grande.
“São lonas, recipientes, garrafas e até pneus. A população precisa tomar consciência e colaborar. Uma tampinha de garrafa com água limpa dentro é um prato cheio para o surgimento de uma epidemia”, destaca a especialista. 
 
Varredura é feita no bairro
Com a localização dos dois focos na comunidade de Três de Maio, em Capivari de Baixo, toda a região dentro de um raio de 300 metros será revistada pela equipe do programa municipal de combate à dengue.
O trabalho começou ontem mesmo, após a confirmação de que as larvas encontradas são do Aedes aegypti. A varredura abrange um quarteirão do centro da cidade, dois do bairro Alvorada e cinco quadras do Três de Maio.
Toda esta área será minuciosamente revistada a cada dois meses, durante um ano. Paralelamente, o trabalho de checagem das 75 armadilhas (a cada sete dias) e 16 pontos estratégicos (quinzenalmente), distribuídos em todo o município, continuam a ser feitos.
“Este trabalho garante que a área fique resguardada. Hoje (ontem), não encontramos qualquer vestígio do Aedes aegypti. Este é um momento em que a população precisa reforçar as medidas de prevenção”, lembra a supervisora do programa municipal de combate à dengue, Rosinete Alves de Souza.
O diretor administrativo da secretaria de saúde da prefeitura, Afonso Foster, antecipa que as campanhas e ações para reforças as medidas de prevenção junto da população serão reforçadas. “Não há motivo para alarde, porque não temos a doença no estado. Mas é preciso atenção por parte da comunidade de toda a cidade. A dengue é um problema de todos”, conscientiza o diretor.
Uma das ações a serem implementadas é a ampliação da rede de armadilhas distribuídas no município. A meta da secretaria de saúde e da coordenadoria municipal do programa de combate é chegar até dezembro com 100 equipamentos destes.